Após semanas de chuva intensa e cheias, a Autoestrada A1 voltou a estar aberta na zona de Coimbra, embora com limitações, na sequência dos estragos causados pela rutura do dique do rio Mondego.
O segmento tinha ficado interdito desde 11 de fevereiro, quando a força da água originou uma derrocada parcial da plataforma da principal autoestrada do país, interrompendo a ligação entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
Reabertura condicionada da Autoestrada A1 em Coimbra
A reabertura faz-se agora num troço com cerca de 2 quilómetros, entre os quilómetros 190 e 192, recorrendo apenas à plataforma Sul/Norte, a única que não registou danos estruturais.
Deste modo, a circulação passa a decorrer provisoriamente nos dois sentidos sobre a mesma plataforma, com uma via por direção, através de um sistema de basculamento.
A solução adotada foi alvo de apreciação técnica pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e obteve parecer favorável do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), entidades que realizaram a vistoria e validaram as condições de segurança.
Previsão de conclusão em março
Segundo Manuel Melo Ramos, presidente executivo da Brisa Concessão Rodoviária, já foram finalizados trabalhos de proteção e enrocamento do aterro, bem como a estabilização da laje de transição na plataforma Sul/Norte. A previsão apontada é de que a intervenção na Autoestrada A1 esteja totalmente concluída até ao final da primeira semana de março.
Até lá, não haverá cobrança de portagens no sublanço entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, correspondente aos quilómetros 198 a 189.
A concessionária reforça que todas as opções adotadas têm “total prioridade à segurança” e pede aos condutores que cumpram rigorosamente a sinalização temporária colocada no local.
Recomendações de circulação e acompanhamento das condições no local
Enquanto se mantiver o condicionamento e o basculamento de vias, é prudente que os automobilistas contem com eventuais abrandamentos, ajustem a velocidade às condições do tráfego e mantenham distâncias de segurança acrescidas, sobretudo em períodos de maior afluência.
Numa zona marcada por episódios recentes de cheias, a evolução do caudal do rio Mondego e as condições meteorológicas podem influenciar a gestão operacional do troço. Por isso, antes de viajar, é aconselhável consultar avisos de trânsito e planear a deslocação com margem de tempo adicional.
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