O Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) adjudicou à BAE Systems um contrato no valor de 473 milhões de dólares (US$) para a produção de 40 novos obuses autopropulsados M109A7 Paladin, juntamente com veículos de reabastecimento de munições M992A3. De acordo com informação oficial divulgada pelo Departamento de Defesa, o acordo inclui não só o fabrico dos sistemas de artilharia, como também serviços adicionais de apoio, entre os quais pacotes de assistência técnica, trabalhos de recondicionamento pós-produção e a verificação de conformidade com normas de soldadura.
A adjudicação foi conduzida pelo Army Contracting Command (ACC), em Detroit, no mês de setembro, e corresponde à primeira atribuição ao abrigo de um acordo-quadro com duração de cinco anos. A produção dos sistemas M109A7 decorrerá em instalações localizadas em York (Pensilvânia), Elgin (Oklahoma) e Anniston (Alabama).
No contexto do anúncio, Dan Furber, Director de Programas de Artilharia e Apoio ao Combate na área de Combat Mission Systems da BAE Systems, afirmou que o obuseiro autopropulsado M109A7 Paladin disponibiliza o poder de fogo e a vantagem operacional de que os militares necessitam no campo de batalha moderno. Acrescentou ainda que esta plataforma oferece aos combatentes uma vantagem decisiva em qualquer conflito e que a empresa pretende continuar a entregar esta capacidade já comprovada ao U.S. Army.
Enquadramento recente do programa M109A7 Paladin e do contrato do U.S. Army
Este novo contrato dá continuidade a uma adjudicação anterior, realizada em 2024, quando o U.S. Army atribuiu à BAE Systems um acordo de 493 milhões de dólares (US$) para a produção de veículos de combate de artilharia M109A7 e veículos de reabastecimento de munições M992A3. Nessa ocasião, o planeamento definiu que a produção e as entregas ocorreriam entre agosto de 2025 e julho de 2026.
No âmbito desse contrato, Dan Furber - então Director de Produção de Veículos Terrestres na unidade Combat Mission Systems da BAE Systems - sublinhou que a prioridade passava por produzir e colocar no terreno capacidades modernas de artilharia que assegurem ao Exército uma vantagem em alcance, precisão e letalidade. Indicou igualmente que o contrato contribuiria para que as Armored Brigade Combat Teams mantivessem, durante anos, as operações de um dos sistemas de apoio de fogos indirectos com maior sobrevivência.
A opção por aquisições faseadas, enquadradas num acordo plurianual, tende também a estabilizar a cadeia industrial e a calendarização de linhas de montagem, permitindo gerir melhor componentes críticos e mão de obra especializada. Em paralelo, a incorporação de serviços de apoio - como assistência técnica e recondicionamento - aponta para um foco reforçado no ciclo de vida do equipamento, reduzindo tempos de indisponibilidade e facilitando a sustentação operacional.
Características do M109A7 Paladin e do M992A3 (obuseiro autopropulsado de 155 mm)
O M109A7 é um obuseiro autopropulsado de 155 mm desenvolvido para elevar a sustentabilidade e o desempenho operacional face à anterior frota M109A6 Paladin. A plataforma integra uma torre modificada com um sistema eléctrico de alta tensão, bem como um conjunto de chassis, suspensão e grupo motopropulsor baseado no veículo de combate Bradley.
O sistema é operado por uma guarnição de quatro militares e consegue bater alvos a distâncias entre 20 e 40 km, variando em função do tipo de munição utilizada. Em planos anteriores, o U.S. Army estimou a aquisição de mais de 700 unidades M109A7, no quadro da modernização da sua artilharia autopropulsada.
Sendo a munição de 155 mm um padrão amplamente adoptado, a modernização com o M109A7 Paladin reforça a compatibilidade logística e operacional em cenários combinados, ao mesmo tempo que melhora a integração em cadeias de fogos e em operações de elevada intensidade. Já os M992A3 desempenham um papel determinante ao assegurar o reabastecimento de munições em proximidade, ajudando a manter cadências de tiro e a reduzir interrupções em missões prolongadas.
Imagens meramente ilustrativas.
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