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Não podem falhar: estes Renault têm de ser campeões de vendas

Três carros Renault expostos: amarelo Twingo E, vermelho Clio Champ e branco Megane EV num salão iluminado.

Este vai ser um ano decisivo para a Renault, porque a marca francesa entra em 2026 com dois lançamentos que carregam expectativas muito diferentes, mas igualmente pesadas. Num mercado europeu cada vez mais apertado e mais pressionado pela eletrificação, há dois nomes que simplesmente não podem falhar: Clio e Twingo.

Um deles tem de dar continuidade a uma história de sucesso que já dura há várias gerações e que o coloca entre os modelos mais vendidos em Portugal e na Europa, num dos segmentos mais concorridos do mercado. O outro tem a tarefa de levar a eletrificação a mais clientes, tornando-se o elétrico mais barato da Renault. Objetivos distintos, mas ambos fundamentais.

Clio e Twingo: dois ícones, duas responsabilidades

O principal destaque de 2026, como é fácil perceber, é o novo Renault Clio. A sexta geração do modelo já entrou em comercialização e as primeiras entregas estão prestes a arrancar.

Chama a atenção pela rutura visual face ao antecessor e pela ausência de motores Diesel, mas continuam a existir propostas para quem procura consumos mais baixos: uma versão bifuel (gasolina+GPL) com um novo motor 1,2 litros de 120 cv e o E-Tech Full Hybrid de 160 cv. Foi precisamente esta última variante do novo Renault Clio que já conduzimos em Portugal:

Se o Clio representa continuidade, o novo Renault Twingo E-Tech Electric é a face da renovação. Depois do êxito do Renault 5 E-Tech, a marca volta a recuperar um nome histórico para reforçar a ofensiva elétrica.

Apresentado no Salão de Bruxelas, em janeiro passado, o novo Twingo elétrico «agarra-se» à imagem do original e assume-se como o elétrico mais acessível da marca, além de peça central na estratégia de democratização da mobilidade elétrica: em Portugal, os preços começam abaixo dos 20 000 euros.

O novo Twingo não vai ser o maior responsável pelos volumes de vendas, mas pode revelar-se decisivo para conquistar novos clientes e colocar a marca na frente entre os citadinos elétricos. O segmento mostra sinais de recuperação, com a chegada confirmada de mais modelos, entre os quais o Volkswagen ID.1 (nome definitivo ainda por anunciar), que será produzido na Autoeuropa, em Palmela. Deverá ser o principal rival do citadino francês.

A plataforma AmpR Small do Renault 5 serve de base ao Twingo, mas aqui é associada a um motor elétrico menos potente, com 60 kW (82 cv) e 175 Nm de binário, e a uma bateria de menor capacidade, com 27,5 kWh. A autonomia anunciada é de até 263 km em ciclo combinado WLTP. Saiba mais detalhes:

Revitalizar o Megane

Além dos dois protagonistas, a Renault prepara também uma atualização do Megane E-Tech Electric, a proposta elétrica da marca para os familiares compactos, que teve um 2025 especialmente complicado, com uma quebra acentuada nas vendas. Atualizar o modelo tornou-se obrigatório.

Agora sabe-se que a renovação será mais profunda do que o habitual. A marca francesa quer reposicionar o Megane como uma opção mais desportiva, havendo rumores de uma versão de alta performance ao estilo dos antigos Renault Sport. Para além da mudança de caráter, o Renault Megane 2026 vai estrear novas baterias, com uma das opções previstas a ultrapassar os 60 kWh da configuração atual. Saiba mais detalhes:

Encerra um ciclo para começar outro

Estas são as três maiores apostas da Renault para 2026 e marcam também o fecho de um ciclo, o do plano Renaulution, lançado pelo anterior CEO Luca de Meo. Está prestes a começar outro, até 2030, liderado por François Provost, o novo CEO do Grupo Renault, que promete não ser menos ambicioso, com mais agilidade, aceleração tecnológica e um salto na qualidade para o nível… Toyota: fique a conhecer este plano em mais detalhe.

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