Esta semana na ciência: um avanço promissor na doença de Alzheimer, com um fármaco experimental a inverter por completo o declínio mental em ratos com doença avançada; um historiador pode ter desvendado o enigma de uma célebre Tapeçaria de Bayeux; astrónomos observaram três galáxias a colidir; e muito mais.
Doença de Alzheimer: novo fármaco promissor reverte o declínio mental em ratos com doença avançada
Um candidato a medicamento designado P7C3-A20 demonstrou, em testes encorajadores com modelos de ratinho, ser capaz de fazer recuar o declínio cognitivo associado à doença de Alzheimer.
Nos mesmos ensaios, a deterioração das células cerebrais foi travada, os sinais de inflamação diminuíram e a barreira hematoencefálica - a “linha de defesa” que protege o cérebro - recuperou a sua função protetora.
Este tipo de resultado em animais não garante, por si só, eficácia em pessoas, mas é particularmente relevante por combinar três efeitos que raramente aparecem juntos: proteção neuronal, modulação inflamatória e restauro da barreira hematoencefálica. Caso se confirme em estudos subsequentes, poderá abrir caminho a estratégias terapêuticas mais eficazes em fases avançadas da doença.
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A verdadeira finalidade da Tapeçaria de Bayeux poderá, finalmente, ter sido esclarecida
Um historiador avançou a hipótese de que a enigmática e antiga Tapeçaria de Bayeux teria sido concebida para acompanhar as refeições dos monges na Abadia de Santo Agostinho, em Inglaterra - funcionando como leitura (ou narrativa visual) durante o repasto.
“Tal como acontece hoje, na Idade Média as refeições eram sempre um momento central de convívio social, reflexão coletiva, hospitalidade e entretenimento, bem como de celebração de identidades comunitárias. Nesse enquadramento, a Tapeçaria de Bayeux teria encontrado o cenário ideal”, afirma o historiador Benjamin Pohl.
A proposta dá uma nova coerência ao modo como a obra poderia ter sido utilizada no quotidiano monástico: não apenas como arte ou registo histórico, mas como instrumento de memória partilhada, reforçando valores e pertenças num ritual comunitário.
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Três buracos negros supermassivos num rumo de colisão, numa descoberta cósmica inédita
Astrónomos identificaram um trio de galáxias em processo de fusão, cada uma com um buraco negro supermassivo ativo no seu centro - um cenário raríssimo observado “em direto”.
“As galáxias triplamente ativas como esta são extraordinariamente incomuns, e apanharmos uma no meio de uma fusão dá-nos um lugar na primeira fila para perceber como as galáxias massivas e os seus buracos negros crescem em conjunto”, explica a astrofísica Emma Schwartzman, do Laboratório de Investigação Naval dos EUA.
Além de ajudar a reconstruir a evolução das galáxias ao longo do tempo cósmico, este tipo de sistema é particularmente útil para testar modelos sobre como as fusões alimentam a atividade dos buracos negros e como esses processos, por sua vez, influenciam a formação de estrelas e a dinâmica do gás interestelar.
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A intolerância aos lacticínios no Sul da Ásia pode ajudar a explicar a nossa capacidade de beber leite
Um estudo genómico de grande escala, realizado com populações do Sul da Ásia, acompanhou a trajetória histórica de uma variação genética que regula a tolerância à lactose.
A interpretação que melhor se ajusta aos dados indica que esse gene terá sido introduzido a partir da Estepe Eurasiática e depois reforçado por pressões de seleção positiva. A força invulgar do sinal em populações Toda e Gujjar poderá relacionar-se com o modo de vida: como criadores de búfalos, dependem fortemente de lacticínios frescos na alimentação, incluindo leite, manteiga, leitelho, iogurte e queijo.
Este tipo de reconstrução genética também ajuda a separar hábitos culturais de adaptações biológicas: a presença de consumo de lacticínios numa comunidade não implica necessariamente tolerância generalizada à lactose, e a persistência da lactase pode ter evoluído de forma desigual conforme dieta, mobilidade e história demográfica.
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Uma torção entre dimensões ocultas pode explicar a massa
Um novo artigo teórico, particularmente arrojado, sugere que as partículas adquirem massa devido à geometria torcida de um espaço-tempo com sete dimensões.
A confirmação poderá passar pela deteção de uma partícula hipotética chamada Torstone, que, segundo os autores, poderia manifestar-se através de anomalias em colisores de partículas, de irregularidades na radiação cósmica de fundo e até de “falhas” subtis em sinais de ondas gravitacionais.
Se existir, este tipo de assinatura seria valioso porque permitiria ligar uma ideia matemática (a torção geométrica em dimensões adicionais) a observações mensuráveis - um passo essencial para que hipóteses sobre dimensões ocultas saiam do plano especulativo.
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“Mini-cérebros” revelam sinais ocultos de esquizofrenia e perturbação bipolar
Um estudo que recorreu a mini-cérebros cultivados em laboratório - organoides cerebrais - identificou assinaturas neuronais específicas associadas à esquizofrenia e à perturbação bipolar.
“A nossa esperança é que, no futuro, não só consigamos confirmar se um doente é esquizofrénico ou bipolar a partir de organoides cerebrais, como também possamos começar a testar fármacos nesses organoides para perceber que concentrações poderão ajudá-lo a aproximar-se de um estado saudável”, afirma a engenheira biomédica Annie Kathuria, da Universidade Johns Hopkins.
Embora não substituam o cérebro humano, estes modelos permitem estudar padrões celulares e de conectividade com um nível de controlo difícil de alcançar em estudos clínicos, abrindo caminho a abordagens mais personalizadas - e potencialmente mais rápidas - para avaliar respostas a tratamentos.
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