A semana de Natal (22 de dezembro), tal como tinha sido antecipado na sexta-feira anterior, voltou a ficar marcada por uma descida no preço dos combustíveis, com maior vantagem para a gasolina simples.
Segundo a fonte Mais Gasolina, nesta semana a gasolina simples baixou 2,2 cêntimos por litro, enquanto o gasóleo simples registou uma redução muito semelhante, mas ligeiramente inferior, de 2 cêntimos por litro.
Feitas as contas aos valores médios, o preço médio da gasolina simples passou para 1,652 €/l. Já o preço médio do gasóleo simples recuou para 1,528 €/l.
Nas principais gasolineiras, BP, Galp e Repsol procederam a um ajuste de três cêntimos por litro tanto no gasóleo como na gasolina simples.
Como é calculado o preço dos combustíveis (DGEG)
Como é habitual, a referência usada para o preço dos combustíveis assenta nos dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os números reportam-se à sexta-feira, 19 de dezembro.
Importa sublinhar que os valores publicados pela DGEG já refletem os descontos aplicados pelas gasolineiras e as medidas do Governo atualmente em vigor. Ainda assim, tratam-se de valores médios e indicativos, pelo que podem não coincidir exatamente com os preços praticados em cada posto de abastecimento.
Além disso, pequenas diferenças entre postos podem resultar de fatores como a localização, os custos logísticos, campanhas temporárias e cartões de desconto, o que torna útil comparar preços na sua zona antes de abastecer.
Medidas do Governo em vigor e impacto no ISP
Mantêm-se ativas desde 2022 as medidas do Governo destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, essas medidas têm vindo a ser retiradas de forma gradual, também por orientação da União Europeia.
No final de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros no gasóleo.
Esta revisão correspondeu, na prática, a um aumento de imposto por litro de cerca de 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.
Com estas alterações, o chamado «desconto fiscal» ficou mais curto e, apesar das descidas verificadas no preço dos combustíveis, os consumidores em Portugal acabam por não sentir a redução na totalidade no momento do abastecimento.
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