A Fórmula 1 pode voltar ao Autódromo do Estoril dentro de três anos, caso se concretize a estratégia apresentada por Nuno Piteira Lopes, atual vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais e candidato da Coligação Viva Cascais à autarquia.
O objetivo passa, em primeiro lugar, por avançar para a compra do Autódromo do Estoril e, a partir daí, assegurar o regresso ao Circuito do Estoril das duas grandes categorias do desporto motorizado: a Fórmula 1 e o MotoGP. No calendário delineado, a intenção é “atacar” o regresso do MotoGP em 2027 e da Fórmula 1 em 2028.
Segundo um comunicado da Câmara Municipal de Cascais, citado pela Lusa, Nuno Piteira Lopes enquadra esta ambição com um marco simbólico: “Em 2026 faz 30 anos que se realizou o Grande Prémio no Estoril. Nessa altura iremos reiniciar uma nova etapa deste mítico circuito mundial, ficando a autarquia com a gestão desse equipamento”.
Esta posição foi reforçada numa reunião realizada esta segunda-feira com Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, na qual o candidato apresentou o plano para o traçado do Estoril. No mesmo documento, é indicado que os pormenores da aquisição foram discutidos nesse encontro, com o município a sublinhar ter “total disponibilidade para fazer as intervenções necessárias”, ainda que “em conjunto com parceiros privados”.
A intenção não é inédita. O Autódromo do Estoril, inaugurado em junho de 1972, já esteve anteriormente no radar da autarquia: em 2015, a Câmara de Cascais avançou para a aquisição do espaço num negócio que rondava 5 milhões de euros, mas a operação acabaria por não produzir efeitos depois de ter sido travada pelo Tribunal de Contas.
Além do peso desportivo e mediático de provas como a Fórmula 1 e o MotoGP, um eventual regresso ao Circuito do Estoril teria impacto direto na economia local, nomeadamente na hotelaria, restauração e comércio do concelho de Cascais e da área metropolitana de Lisboa. A atração de público internacional, equipas e patrocinadores tende também a impulsionar a procura de serviços e a promoção do destino ao longo de vários dias, para lá do fim de semana de corrida.
Outro ponto relevante prende-se com as necessidades de modernização e operação do recinto. Intervenções em segurança, acessos, mobilidade e condições para equipas e espectadores exigem planeamento e investimento, razão pela qual a autarquia admite soluções “em conjunto com parceiros privados”, procurando equilibrar ambição desportiva com sustentabilidade financeira e capacidade de execução.
Esta declaração de intenções surge quase dois meses depois de Luís Montenegro, Primeiro-Ministro de Portugal, ter afirmado - na Festa do Pontal - que o país estava perto de poder “formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve em 2027.
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