A Mercedes-Benz pôs em marcha o “Dominar a Transformação”, um programa que se perfila como um dos mais arrojados de sempre na marca: prevê uma renovação quase completa da gama e uma atualização profunda da componente tecnológica.
Ola Källenius, diretor-executivo, já tinha avançado recentemente com a intenção de lançar “dúzias” de novos modelos ou evoluções nos próximos anos - 17 elétricos e 19 a combustão ou híbridos -, com arranque em 2026 e conclusão prevista para o final de 2027 ou o início de 2028.
Um G mais pequeno
Uma das peças mais curiosas deste plano passa pelo Classe G. Mais do que um simples modelo, o G é encarado pela Mercedes-Benz como uma submarca; por isso, a oferta deverá crescer para lá do Classe G como o conhecemos - não apenas o modelo de produção, mas também as edições especiais (Landaulet, 4×42, etc.) e até exemplares únicos, tratados como obras de arte.
Nesse contexto, está na calha a chegada de um “baby-G”, identificado de forma direta apenas como “g”.
Não é engano: para nomear este novo modelo, a marca recorreu a um “g” minúsculo, possivelmente numa referência ao seu formato mais compacto. Ainda assim, à semelhança do «irmão» de maiores dimensões, deverá apostar numa robustez acima da média e prolongar uma história que começou em 1979.
Sobre este “g” mais pequeno, por agora, não há dados oficiais. Os rumores mais recentes apontam para uma proposta exclusivamente elétrica, e levanta-se a hipótese de assentar na nova plataforma MB.EA, que deverá estrear-se com o inédito GLC 100% elétrico.
Muitos mais Mercedes para conhecer
Entre as “dúzias” de lançamentos prometidos, o primeiro a chegar às ruas será o novo Mercedes-Benz CLA, que será revelado já dentro de algumas semanas, com variantes de combustão e versões 100% elétricas.
O CLA deverá funcionar como ponto de partida para uma nova fase tecnológica, suportada por uma arquitetura de 800 V (carregamentos ultrarrápidos) e por patamares superiores de eficiência.
Na prática, isso significa autonomias acima de 750 km e consumos na ordem dos 12 kWh/100 km. Além disso, será também com o novo CLA que iremos ver uma versão totalmente renovada do MB.OS (sistema operativo).
Partilhando a mesma base MMA do CLA, deverá chegar no final deste ano - ou no arranque do próximo - uma nova geração do GLB, igualmente com versões 100% elétricas e opções a combustão com tecnologia híbrida ligeira.
A outra grande novidade do ano será um inédito Mercedes-Benz GLC 100% elétrico, que dá continuidade ao conjunto de soluções tecnológicas introduzidas com o CLA. A diferença está na base técnica: o GLC elétrico será o primeiro a estrear a arquitetura MB.EA. Depois do GLC, também o GLE será atualizado.
O porta-estandarte da Mercedes-Benz
Há um modelo que, ao longo do tempo, tem personificado a imagem da Mercedes-Benz e servido de palco para estreias tecnológicas: o Classe S. Em 2026, a marca vai revelar um Classe S profundamente revisto.
A atualização deverá refletir-se no visual, que aparenta recuperar inspiração em elementos do passado - veja na galeria acima -, e, naturalmente, na tecnologia.
Segundo Källenius, faria pouco sentido disponibilizar um novo “mundo” tecnológico nas versões 100% elétricas e não o aplicar nos modelos com motor de combustão. Por isso, muitas das soluções desenvolvidas para os elétricos deverão ser adaptadas e integradas em propostas a combustão, como o Classe S.
Quanto às motorizações, o novo Mercedes-Benz Classe S manterá versões Diesel, a gasolina (incluindo motores V8 e V12) e uma aposta expressiva em sistemas híbridos.
Um patamar abaixo, a marca vai «reformar» o atual EQE, que será substituído por um Mercedes-Benz Classe E 100% elétrico em 2027.
Como já noticiámos, o estilo dos modelos elétricos e a combustão na marca alemã vai aproximar-se; assim, é de esperar um Classe E elétrico com linhas mais formais e mais próximas das do Classe E a combustão.
A lógica é simples: um Classe E deverá ser um Classe E, independentemente do tipo de propulsão - com o mesmo espaço a bordo, o mesmo nível de conforto e a mesma presença. E, claro, com todas as novidades tecnológicas da Mercedes, incluindo os sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), os progressos na condução autónoma e o novo sistema operativo MB.OS a coordenar tudo isto.
A AMG também não foi esquecida e promete muitas novidades. Em breve, publicaremos um artigo específico.
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