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Estas 11 marcas de automóveis são portuguesas. Conhece todas?

Carro desportivo vermelho Portugal GT exibido num salão automóvel com rodas pretas e aerofólio traseiro.

Diariamente, é comum ouvirmos falar de carros suecos, italianos, bávaros, franceses, nipónicos e por aí fora. O problema é que, infelizmente, quase nunca se fala dos carros e das marcas automóveis portuguesas.

Mesmo não estando hoje nenhuma destas marcas em actividade, todas ocupam um lugar respeitável na nossa história. Os modelos abaixo fazem parte dessa herança.

ALBA - carro português

O ALBA foi construído de raiz na metalúrgica Alba, em Albergaria-a-Velha, entre 1952 e 1954, por António Augusto Martins Pereira. Calcula-se que tenham sido produzidas apenas três unidades, com um desenho de inspiração italiana; o exemplar original (o da fotografia) pode ser visto em exposição no Museu do Caramulo. O ALBA contava com um motor (também desenvolvido pela própria metalúrgica) de 4 cilindros, com 1500 cm³ e 90 cv, associado a uma caixa de quatro velocidades, alcançando 200 km/h de velocidade máxima.

DM

O DM foi desenvolvido por Dionísio Mateus na Auto Federal Lda, no início da década de 50. Debaixo do capot tinha um motor de 1100 cm³, de 4 cilindros, capaz de gerar 65 cv. Era um automóvel leve (500 kg) e conseguia chegar aos 170 km/h.

Edfor

Produzido em 1937 por Eduardo Ferreirinha, o Edfor recorria a um V8 da Ford com 3620 cm³, tinha 160 km/h de velocidade máxima e pesava, no total, 970 kg. Muito antes de se afirmar como cineasta - e décadas antes de se tornar o mais conhecido realizador português de sempre - Manoel de Oliveira já tinha notoriedade como piloto e chegou a conduzir o Edfor nas provas em que competia.

Felcom

O Felcom nasceu da combinação de elementos de um Ford A, de um Turcat-Méry e de um Miller, tendo sido construído entre 1933 e 1935.

AGB IPA

Quando foi apresentado na Feira das Indústrias, em 1958, o AGB IPA foi apontado como uma verdadeira revolução na indústria metalo-mecânica portuguesa, graças às suas linhas arredondadas e ao facto de existir tanto em versão coupé de dois lugares como em familiar de quatro lugares. Limitado a apenas cinco exemplares, vinha equipado com um motor British Anzani de dois cilindros, com 300 cm³, a dois tempos, com cerca de 15 cv.

Segundo o livro “Automóveis Portugueses”, editado pelo Museu do Caramulo:

A licença para o fabrico em série enfrentou a oposição feroz do então secretário de Estado da Indústria, que já tinha escolhido outro rumo para a política industrial, assente na montagem de veículos em CKD (totalmente desmontados) de marcas europeias e americanas.

Marlei

O Marlei, criado pelo mecânico Mário Moreira Leite, utilizava como base o Opel Olympia Caravan e dispunha de 48 cv retirados de um motor de 1588 cm³. Tinha caixa manual de quatro velocidades e atingia 160 km/h de velocidade máxima.

MG Canelas

Este modelo distinguia-se por usar um chassis tubular em aço (em vez de alumínio), algo diferente do que era habitual nos carros de competição dos anos 50. Desenvolvia 95 cv a partir de um motor de 1500 cm³, com quatro velocidades, e chegava aos 195 km/h de velocidade máxima.

Olda

A marca Olda apareceu em 1954 e destacou-se nas pistas não só pela qualidade do projecto - que aproveitava tanto o chassis como o motor do Fiat 1100 -, mas também pela excelente actuação do piloto e técnico responsável pelo carro, Joaquim Correia de Oliveira. O motor italiano, de quatro cilindros, tinha 80 cv, 1493 cm³ e caixa de quatro velocidades. O conjunto pesava 500 kg e a velocidade máxima era de 165 km/h.

Portaro

O Portaro (junção de Portugal e ARO) foi um todo-o-terreno produzido no nosso país, partindo do jipe 240 4×4 da marca romena ARO. Após a parceria, o modelo entrou nas linhas de montagem da Fábrica de Máquinas Agrícolas do Tramagal, em Abrantes, no ano de 1975. Em 1990, depois de ter vendido quase 7000 veículos em Portugal e de ter exportado alguns milhares de jipes, a Portaro entrou em falência e encerrou actividade. A principal razão apontada para o desfecho foi a falta de apoio do Estado à indústria automóvel nacional.

Sado

O Sado 550 era, na prática, o verdadeiro “Smart ForTwo dos anos 80”. Depois de ser colocado à venda, em 1982, a procura foi tão elevada que chegou a existir lista de espera. Este pequeno Sado usava um motor de dois cilindros com 547 cm³, produzindo apenas 28 cv. Pesava 480 kg, tinha caixa de quatro velocidades e ficava-se pelos 110 km/h de velocidade de ponta - embora os primeiros protótipos atingissem 130 km/h. Imaginem

UMM

A UMM (União Metalo-Mecânica) foi uma empresa portuguesa fundada em 1977 com a meta de produzir veículos todo-o-terreno destinados à indústria e à agricultura. A marca acabou por ter um percurso de sucesso, chegando a disponibilizar várias variantes do modelo (cabrio, com tejadilho, versão de cinco portas, etc.). Em 2006, a empresa saiu do mercado, deixando um marco na história do sector em Portugal.

Imagens: Museu do Caramulo
Fonte: MotorBits

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