Não são necessários solventes, tintas líquidas nem aglutinantes
Investigadores russos desenvolveram e prepararam para produção em série uma impressora de impressão por aerossol seco, capaz de fabricar de forma rápida e relativamente económica componentes de microeletrónica a partir de nanopartículas, sem recorrer a solventes, tintas líquidas ou aglutinantes. A informação foi avançada pelo Centro de Comunicação Científica do MIPT, segundo a TASS.
A nova tecnologia foi pensada para produzir elementos passivos de microeletrónica, microssensores e estruturas catalíticas. De acordo com os criadores, a principal vantagem desta abordagem é a ausência de contaminações que surgem normalmente na impressão com tintas líquidas e que podem degradar as propriedades do dispositivo final.
Ao contrário da fotolitografia tradicional, este método não exige salas limpas dispendiosas, equipamentos de vácuo nem química agressiva, além de reduzir o consumo de materiais. Isso poderá baratear de forma significativa a produção de eletrónica no futuro.
O princípio de funcionamento da impressora baseia-se na formação de nanopartículas diretamente durante a impressão, através de uma descarga elétrica em gás. Em seguida, as partículas são direcionadas para o substrato por um feixe de aerossol focado. Os investigadores conseguiram encontrar regimes em que as nanopartículas não se aglomeram, formando antes estruturas com o tamanho e a forma desejados, podendo depois ser sinterizadas por laser.
Segundo os cientistas, o equipamento produz nanopartículas com dimensões de 5–15 nanómetros, que depois são usadas para criar trilhas e outros elementos de chips. Os primeiros testes mostraram que os condutores obtidos desta forma apresentam características comparáveis às de cristais de prata, o que torna a tecnologia promissora para uma vasta gama de aplicações.
Além disso, o método permite criar nanoantenas, sensores, materiais porosos para sensores de gás e elementos indutivos. A impressora desenvolvida no MIPT já passou nos testes estatais de aceitação e está a ser preparada para entrar em produção em série.
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