O plano correu tão bem que parecia ter sido pensado para o cinema - e acabou mesmo por dar origem a um filme. Em parceria com a Amazon Prime Video, o Grupo Renault lançou o documentário Anatomia de um Regresso, que abre uma janela para os bastidores do plano estratégico da marca francesa, a Renaulution.
É uma oportunidade pouco comum para espreitar a indústria automóvel por dentro. Em Anatomia de um Regresso, surgem reuniões internas, decisões decisivas e até alguns dos tropeços que fizeram parte deste percurso de transformação.
Mais do que um simples relato empresarial, o documentário mostra como uma grande construtora automóvel tenta reconstruir a sua identidade num período de forte mudança tecnológica. Num setor pressionado pela eletrificação, pela digitalização e por exigências ambientais cada vez mais apertadas, a transparência do processo torna-se quase tão importante como os resultados finais.
O filme também dá destaque ao lado desportivo da Renault, com imagens inéditas da equipa de Fórmula 1 - hoje integrada na estrutura Alpine - e com depoimentos das figuras centrais desta viragem. O documentário já pode ser visto na Amazon Prime Video, agora com legendagem em português. Este é o avanço:
O que é a Renaulution da Renault?
A Renault precisava de uma verdadeira revolução, pelo que o nome dado a este plano de recuperação industrial praticamente se explica por si. Apresentado em janeiro de 2021, o programa foi concebido por Luca de Meo, presidente executivo do Grupo Renault, com uma meta muito clara: travar o desgaste financeiro e preparar o grupo francês para o futuro.
Depois de vários anos marcados por prejuízos, excesso de capacidade produtiva e uma imagem de marca cada vez menos definida, o plano foi dividido em três etapas bem distintas. A primeira, Ressurreição (2021–2022), centrou-se na redução de custos, na melhoria das margens e no regresso à rentabilidade. A segunda, Renovação (2023–2024), passou pela atualização da gama de modelos e pelo reposicionamento das marcas. A terceira, Revolução (a partir de 2025), pretende transformar a empresa numa organização orientada para o valor, para os dados e para a descarbonização. Em três verbos: sobreviver, modernizar e liderar.
O plano avançou tão bem que algumas metas chegaram a ser antecipadas. Os resultados obtidos em 2024 confirmam-no sem margem para dúvidas.
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