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Motorização automóvel em Portugal em 2024: elétricos, híbridos e combustão

Interior de loja com três carros elétricos modernos estacionados para exibição e pontos de carregamento nas paredes.

Além de divulgar as marcas mais vendidas no mercado nacional, a ACAP - Associação Automóvel de Portugal - apresentou também o tipo de motorização que mais vendeu em Portugal em 2024. Entre modelos a combustão, híbridos e elétricos, quais terão sido os favoritos dos portugueses?

O grande destaque de 2024 voltou a recair sobre os automóveis novos movidos a “energias alternativas”, ou seja, todos os veículos que não dependem exclusivamente de gasolina ou gasóleo. Mais uma vez, este conjunto liderou as vendas, com 57,3% do mercado em 2024, acima dos 51,9% registados em 2023.

Esta evolução acompanha a mudança gradual do mercado automóvel português, onde a oferta de modelos mais eficientes, a maior variedade de soluções eletrificadas e a crescente familiaridade dos condutores com novas formas de mobilidade têm vindo a ganhar peso nas escolhas de compra.

Dentro deste grupo alargado, o gráfico da ACAP distingue várias motorizações: elétricos, híbridos plug-in, híbridos convencionais - ou seja, os “eletrificados” - e outras soluções. Neste último caso, a categoria “outros” integra as motorizações bi-fuel, a gasolina/GPL.

Eletrificados lideram a motorização automóvel

Mais uma vez, os automóveis elétricos continuam a reforçar a sua presença nas estradas portuguesas, com um aumento de 14,7% em relação a 2023. No total, foram comercializadas 41 757 unidades, o que corresponde a uma quota de mercado de 19,9%. Em 2023, essa fatia era de 18,2%.

Logo a seguir surgem os híbridos convencionais, que não precisam de ser ligados à corrente. Este tipo de motorização apresentou um crescimento expressivo de 21,3%, somando 35 020 unidades vendidas. Em 2024, a sua quota de mercado passou de 14,5% para 16,7%.

Os híbridos plug-in cresceram abaixo da média do mercado, avançando apenas 4,4%, para um total de 28 346 unidades. Ainda assim, a sua presença no mercado nacional manteve-se quase estável, com uma ligeira descida de 13,6% para 13,5%.

Por fim, a categoria “outros”, que inclui os automóveis ligeiros de passageiros bi-fuel (gasolina/GPL), alcançou 7,2% do mercado. Trata-se de uma subida relevante face aos 5,6% de quota obtidos em 2023.

Combustão em queda

Apesar do forte crescimento das propostas eletrificadas ao longo do último ano, os portugueses continuam a dar preferência aos automóveis movidos exclusivamente a gasolina, embora as vendas estejam a recuar. Em 2024, foram vendidos 71 072 ligeiros de passageiros a gasolina, o que representa uma quota de mercado de 33,9%, menos 2,2 pontos percentuais do que em 2023.

Também os automóveis a gasóleo seguem em trajetória descendente no mercado nacional. Em 2024, a sua quota caiu para 8,8%, quando no ano anterior era de 12%, o que significa uma descida de 3,2 pontos percentuais.

A quebra das motorizações a combustão mostra que o mercado português está a deslocar-se, de forma consistente, para soluções com menor dependência dos combustíveis fósseis. Ainda assim, a gasolina continua a ser a escolha individual mais expressiva, o que indica que a transição energética no automóvel avança, mas continua a coexistir com hábitos de compra já consolidados.

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