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Armada Espanhola mantém todas as fragatas F-100 / Álvaro de Bazán destacadas para operações no alto-mar

Quatro navios de guerra a navegar no mar com helicóptero no convés do navio à frente.

Numa clara demonstração de prontidão e capacidade operacional, a Armada Espanhola confirmou que todas as suas fragatas da classe F-100 / Álvaro de Bazán se encontram, neste momento, desdobradas em apoio a missões no alto-mar. A actividade destes navios decorre no âmbito de compromissos nacionais e internacionais, incluindo a escolta ao porta-aviões francês *Charles de Gaulle*.

De acordo com a informação divulgada pela Armada Espanhola, as cinco fragatas F-100 estavam a operar em simultâneo no mar, reflectindo um ritmo de emprego exigente e uma coordenação contínua entre diversas cadeias de comando e parceiros aliados.

A classe F-100, equipada com um sistema de combate avançado e concebida para actuar em cenários complexos, é particularmente valiosa em missões de defesa aérea e guerra anti-submarina, permitindo proteger forças navais de elevado valor e contribuir para a vigilância e dissuasão em áreas de interesse estratégico.

Este nível de desdobramento também sublinha a importância da interoperabilidade: participar em exercícios multinacionais e em certificações com marinhas aliadas reforça procedimentos comuns, comunicações tácticas e a capacidade de operar de forma integrada, sobretudo em ambientes de intensidade média e elevada.

ORION 2026: Fragatas F-100 no grupo de ataque do Charles de Gaulle

Uma das actividades de maior relevo é a operação ORION 2026, um treino aeronaval combinado planeado, coordenado e executado pela Marinha Nacional Francesa.

No âmbito do ORION 2026, o grupo de ataque do porta-aviões *Charles de Gaulle* constitui uma demonstração prática da cooperação internacional que sustenta o exercício. A par das unidades francesas, destaca-se a participação da F-101 *Álvaro de Bazán, da Armada Espanhola, que acrescenta ao grupo de ataque uma capacidade significativa de *defesa aérea** e anti-submarina.

A presença desta fragata prolonga-se até 18 de Fevereiro, período durante o qual serão conduzidas operações conjuntas no Golfo da Biscaia, no Mar Cantábrico e em zonas do Atlântico Norte.

Exercício Eagle Eye 26-01

Em paralelo, a Armada Espanhola já desdobrou a fragata F-104 *Méndez Núñez, que irá integrar o exercício *Eagle Eye 26-01. Esta actividade conjunta das Forças Armadas de Espanha, a realizar-se no **sudoeste da Península Ibérica e nas águas do Golfo de Cádis, será coordenada e executada pelo Comando Operacional Aéreo, com controlo operacional do Comando de Operações.

Segundo o Estado-Maior da Defesa, o Eagle Eye 26-01 “tem como principal objectivo a integração das capacidades do Exército do Ar e do Espaço (EA), do Exército de Terra e da Armada no sistema de defesa aérea nacional, para melhorar a eficiência no desenvolvimento das operações de presença, vigilância e dissuasão em todos os espaços de soberania e de interesse nacional”.

Ao desdobramento da fragata F-100 somam-se caça-bombardeiros EF-18 Hornet do Exército do Ar e do Espaço, bem como vários sistemas terrestres de defesa antiaérea, incluindo MIM-23 HAWK, MIM-104 Patriot, MISTRAL e canhões Oerlikon 35/90.

Steadfast Dart 26

Outra fragata da classe Álvaro de Bazán empregue em operações é a F-105 *Cristóbal Colón. Esta unidade, juntamente com o *navio de assalto anfíbio Castilla (L-52), largou há alguns dias da **Base Naval de Rota para se integrar no exercício Steadfast Dart 26 da OTAN, a par da Força Anfíbia da Turquia, liderada pelo porta-aeronaves TCG *Anadolu*.

As Forças Armadas de Espanha contribuem com estas unidades navais para o Comando do Componente de Reacção Aliada, liderado pela Armada Espanhola, além de disponibilizarem forças terrestres e forças de operações especiais, todas sob controlo operacional do Comando de Operações.

Durante o Steadfast Dart 26, está previsto que se juntem aos navios já referidos a fragata F-102 *Almirante Juan de Borbón* e o navio de reabastecimento de combate Patiño (A-14). Actualmente, estas duas unidades integram a Agrupação Naval Permanente SNMG1 da OTAN, liderada pelo contra-almirante espanhol Joaquín Ruiz Escagedo.

Certificação com a Marinha dos EUA (COMPTUEX)

Por fim, a fragata F-103 *Blas de Lezo* encontra-se desdobrada nos Estados Unidos para participar no exercício COMPTUEX, actividade que a Marinha dos EUA realiza com as suas unidades antes dos desdobramentos operacionais. Conforme detalhou a Armada Espanhola, trata-se de um treino “com o objectivo de certificar a capacidade real de um Grupo de Ataque naval para operar em cenários de intensidade média e alta. Participam porta-aviões, escoltas, submarinos, navios anfíbios e aeronaves embarcadas, o que cria um ambiente de treino altamente realista e exigente”.

A terceira unidade da classe Álvaro de Bazán largou amarras em meados de Janeiro a partir de Ferrol, seguindo para Norfolk. O navio e a sua guarnição têm pela frente jornadas particularmente exigentes, com operações simuladas num contexto de alta intensidade. O comandante do navio, Comandante Pedro Ramos, sublinhou essa exigência ao referir que o COMPTUEX “é um dos exercícios mais exigentes no âmbito naval norte-americano, onde se testa não só a tecnologia do navio, mas também a preparação, a tomada de decisões e a coesão de toda a tripulação”.

Imagem de capa meramente ilustrativa. Créditos: Armada Espanhola

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