Saltar para o conteúdo

Os EUA aprovaram a venda de helicópteros leves AW119Kx à Força Aérea de Israel por 150 milhões de dólares.

Dois militares apertam as mãos junto a um helicóptero branco com riscas vermelhas numa pista de aterragem.

Desde o início de junho de 2024, a Força Aérea de Israel tem vindo a avançar com a integração dos seus novos helicópteros Leonardo AW119Kx “Koala”. Estas aeronaves, escolhidas pela força para substituir os seus OH-58 Kiowa “Saifan”, têm como missão principal apoiar a formação e o treino de novos pilotos, assegurando uma transição mais eficiente para plataformas operacionais mais exigentes.

Na sequência da formalização dos acordos em 2019 com a empresa italiana, ficou confirmada a aquisição de doze (12) aeronaves novas. O processo de receção arrancou em 2024, com a chegada dos primeiros helicópteros à Base Aérea de Hatzerim - onde funciona a Academia de Voo da Força Aérea Israelita - e com a realização dos primeiros voos de avaliação e familiarização.

Apesar de, desde então, não terem sido divulgadas informações detalhadas sobre a entrega dos restantes exemplares previstos no contrato inicial, em 2026 a Força Aérea de Israel já dispõe de um total de onze aparelhos, faltando apenas a entrega do último helicóptero correspondente ao acordo original.

Autorização dos Estados Unidos para a venda de helicópteros utilitários ligeiros AW119Kx à Força Aérea de Israel

No final do passado mês de janeiro, e por um valor estimado em US$ 150 milhões, o governo dos Estados Unidos autorizou a venda de helicópteros utilitários ligeiros AW119Kx para equipar a Força Aérea de Israel. Esta decisão do Departamento de Estado coincidiu, também, com a autorização concedida ao governo israelita para a compra de helicópteros de ataque Boeing AH-64E Apache.

Pedido confirmado pela DSCA e enquadramento no Programa FMS

No dia 30 de janeiro, a Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA) confirmou que o governo israelita apresentou ao governo dos Estados Unidos um pedido para a aquisição de helicópteros AW119Kx. Estes helicópteros são atualmente produzidos pela Leonardo Helicopters USA, filial norte-americana da empresa italiana, localizada na cidade de Filadélfia.

Ainda assim, na sua nota oficial, a DSCA não indicou quantos helicópteros adicionais Israel pretende adquirir para a sua Força Aérea. Limitou-se a esclarecer que a autorização agora concedida complementa uma operação anterior ao abrigo do Programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS), avaliada inicialmente em US$ 78,2 milhões e que passa agora a totalizar US$ 150 milhões. O pacote inclui os novos helicópteros, bem como o respetivo lote de sobressalentes, manuais, documentação técnica, apoio do fabricante e serviços de formação e treino.

Conteúdo do pacote e impacto na formação operacional

Além das aeronaves, a inclusão de sobressalentes, documentação e apoio do fabricante é relevante para acelerar a entrada em serviço e garantir níveis consistentes de disponibilidade. Num contexto de formação, a previsibilidade de manutenção e a padronização de procedimentos tornam-se críticas para sustentar cadências de voo elevadas e reduzir interrupções no calendário de instrução.

A adoção de uma plataforma utilitária ligeira como o AW119Kx “Koala” permite, igualmente, concentrar o treino inicial e intermédio num helicóptero com custos de operação tipicamente inferiores aos de aeronaves de combate. Isto pode libertar horas de voo e recursos das frotas mais complexas para missões operacionais, ao mesmo tempo que melhora a progressão dos alunos para etapas avançadas.

Declarações do Departamento de Estado

Segundo o Departamento de Estado: “Esta venda proposta contribuirá para a política externa e para a segurança nacional dos Estados Unidos ao ajudar a melhorar a segurança de um parceiro regional estratégico que tem sido, e continua a ser, uma força importante para a estabilidade política e o progresso económico no Médio Oriente”.

Acrescentou ainda: “A venda proposta melhorará a capacidade de Israel para enfrentar ameaças atuais e futuras ao reforçar a sua aptidão para defender as suas fronteiras, infraestruturas críticas e centros populacionais”.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário