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Smart Europa nomeia Wolfgang Ufe como novo diretor-executivo a partir de 1 de março

Carro elétrico compacto Smart Europa estacionado num espaço interior moderno com carregador elétrico.

A Smart Europa confirmou a escolha de Wolfgang Ufe para o cargo de diretor-executivo, função que passará a desempenhar a partir de 1 de março. Ufe sucede a Dirk Adelmann, que abandona a liderança europeia da marca para assumir a direção da Mercedes-Benz na Suíça.

Segundo Adelmann, liderar a Smart Europa nesta fase de consolidação foi “um verdadeiro privilégio”, acrescentando que acredita que Ufe dará continuidade ao atual momento favorável. Durante o seu mandato, Adelmann esteve ligado à viragem estratégica que posicionou a Smart como uma marca exclusivamente elétrica, bem como ao alargamento da gama a segmentos de maiores dimensões.

Wolfgang Ufe na Smart Europa: continuidade e novo impulso para o crescimento

A nomeação de Wolfgang Ufe não representa uma estreia dentro da estrutura do fabricante. Desde 2021, o executivo esteve à frente da Smart Alemanha, tendo desempenhado um papel determinante no lançamento do portefólio 100% elétrico no mercado alemão.

Com mais de 20 anos de experiência na indústria automóvel, Ufe passa agora a comandar a operação europeia com o objetivo de recuperar o crescimento da marca no continente.

“Nos últimos seis anos, a equipa da Smart Europa construiu uma base excelente. Estou entusiasmado por liderar este grupo sólido na nossa próxima etapa de expansão na Europa”, afirmou Ufe.

Além da gestão comercial, esta nova fase exigirá uma coordenação apertada entre produto, rede e serviços, numa altura em que os clientes elétricos valorizam cada vez mais fatores como prazos de entrega, previsibilidade de custos e apoio no pós-venda.

O que está em jogo

A situação de mercado é exigente. Em 2025, a Smart registou 13 100 veículos vendidos, o que representa uma quebra de 47,7% face a 2024 (fonte: Dataforce).

Os modelos com maior volume foram: - Smart #1: 5414 unidades
- #3: 4033 unidades
- #5: 3452 unidades

Após a chegada do #5, o maior automóvel da gama, a marca já prepara o regresso ao território dos citadinos com o #2, cuja estreia mundial está prevista para o próximo outono.

A Smart anunciou ainda que vai “intensificar a colaboração com a Mercedes-Benz e com a rede de retalho europeia, para potenciar sinergias e desbloquear volume adicional”, reforçando a ambição de ganhar escala num contexto competitivo.

Num plano mais amplo, a capacidade de assegurar uma experiência consistente em toda a Europa - desde a demonstração do veículo até ao acompanhamento digital e à assistência técnica - será decisiva para converter intenção de compra em entregas, sobretudo num segmento onde a concorrência é intensa e as ofertas se multiplicam.

Tarifas europeias sobre elétricos produzidos na China e impacto na Smart

Entre os fatores que mais condicionam a Smart estão as tarifas europeias sobre elétricos produzidos na China. Como todos os modelos da marca são fabricados naquele país, ficam sujeitos a uma tarifa comercial de 18,8%, além dos 10% de base aplicáveis.

Num comunicado, a empresa reconhece que “embora as tarifas comerciais e um mercado automóvel altamente competitivo continuem a moldar a indústria, 2026 marca marcos decisivos para a smart na Europa”. Ainda assim, não há sinais de que a marca pretenda recuar na aposta em manter-se 100% elétrica.

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