No âmbito de um conjunto de autorizações relacionadas com os Emirados Árabes Unidos (EAU), o Governo dos Estados Unidos deu luz verde à venda de novos mísseis ar-ar AMRAAM para equipar os caças F-16 ao serviço da Força Aérea do país do Médio Oriente. A operação foi comunicada ao Congresso norte-americano pelo Departamento de Estado, enquadrando-se no Programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS), e tem um valor estimado de 1,22 mil milhões de dólares (US$).
EAU: um dos maiores operadores regionais de F-16
Actualmente, os Emirados Árabes Unidos figuram entre os mais relevantes utilizadores do F-16 Fighting Falcon no Médio Oriente. A sua Força Aérea opera 80 aeronaves do Block 60, distribuídas por 55 F-16E (monolugar) e 25 F-16F (biplace).
Notificação da DSCA e pedido de mísseis AMRAAM
De acordo com a notificação divulgada a 19 de março pela Agência de Cooperação em Defesa e Segurança (DSCA), o Governo emirático solicitou a Washington a aquisição de um lote significativo de mísseis ar-ar de médio/longo alcance da família AMRAAM.
A autorização agora concedida abrange um pacote de quatrocentos (400) mísseis AMRAAM, correspondendo às variantes AIM-120C-7 ou AIM-120C-8. A AIM-120C-8 é indicada como a versão mais avançada disponível para clientes de exportação - já a AIM-120D3 AMRAAM, mais evoluída, é utilizada pela Força Aérea dos EUA e a sua venda permanece restrita a aliados e a países seleccionados pelo Governo norte-americano.
Como contratante principal, foi identificada a RTX Corporation, actual fabricante e entidade responsável pelo desenvolvimento da família AMRAAM.
F-16 e AMRAAM: reforço de defesa aérea e interoperabilidade
A integração de mísseis AMRAAM nos F-16 visa reforçar a capacidade de combate ar-ar a distâncias médias e longas, aumentando a eficácia em cenários de defesa aérea e de protecção de pontos sensíveis. Para além do efeito operacional directo, este tipo de aquisição tende a facilitar a interoperabilidade com parceiros que também utilizam a mesma família de mísseis e sistemas associados, especialmente quando os processos logísticos e de apoio seguem a matriz do FMS.
Em operações desta natureza, é igualmente habitual que o pacote inclua componentes de apoio (como serviços, assistência técnica e itens conexos), assegurando que a incorporação do armamento se faça com menor risco de atrasos na entrada em serviço e com maior previsibilidade nos ciclos de manutenção e abastecimento.
Declarações do Departamento de Estado: urgência e interesse de segurança nacional
O Departamento de Estado afirmou que “…determinou e apresentou uma justificação detalhada de que existe uma emergência que exige a venda imediata aos Emirados Árabes Unidos dos artigos e serviços de defesa referidos, com base nos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, isentando assim os requisitos de revisão do Congresso nos termos da Secção 36(b) da Lei de Controlo das Exportações de Armamento, na sua versão alterada”.
Acrescentou ainda: “Esta venda proposta apoiará os objectivos de política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos ao melhorar a segurança de um importante parceiro na área da defesa. A venda proposta aumentará a capacidade dos Emirados Árabes Unidos para defender a sua soberania e integridade territorial, de modo a cumprir os seus requisitos de defesa nacional. Os Emirados Árabes Unidos não terão dificuldades em incorporar estes artigos e serviços nas suas forças armadas”.
Venda complementar: bombas GBU-39/B e kits de guiamento JDAM
Importa notar, por fim, que esta operação destinada aos F-16 da Força Aérea dos EAU é complementada por outra autorização, que inclui a venda de bombas planadoras GBU-39/B e kits de guiamento para bombas da família JDAM.
Fotografias utilizadas apenas a título ilustrativo.
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