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Ajuda genial no jardim: Com este truque simples com bagas, atrai chapins para o seu jardim.

Mãos seguram ramo com bagas vermelhas, quatro aves pequenas com asas abertas, bebedouro e fundo de jardim florido.

Muitos jardineiros irritam-se com os pulgões e as lagartas, embora a solução esteja mesmo diante da janela - só é preciso atraí-la.

Quem tem um jardim ou uma varanda conhece bem o problema: mal o tempo ameniza, aparecem pragas e atacam as plantas ornamentais e os canteiros de legumes. Os produtos químicos muitas vezes causam mais danos do que benefícios. Existe, no entanto, uma alternativa natural surpreendentemente simples, já pousada nas árvores: os chapins. Com um fruto discreto, muitas vezes ignorado, pode atraí-los de forma direcionada - e manter o seu espaço verde muito menos atacado por pragas.

Porque os chapins são tão valiosos no jardim

Os chapins são vistos como aves simpáticas no jardim: mexidas, curiosas, com plumagem vistosa e um canto característico. Por trás dessa aparência fofa, escondem-se caçadores de pragas altamente eficazes.

Uma família de chapins pode, durante a criação das crias, devorar vários milhares de insetos e larvas - diretamente das suas plantas.

Sobretudo o chapim-real e o chapim-azul alimentam-se, na primavera e no verão, em grande parte de insetos e das respetivas larvas. Entre eles estão muitos dos “inimigos” mais comuns no jardim:

  • Pulgões em roseiras, árvores de fruto e vivazes
  • Lagartas que devoram folhas de legumes
  • Pequenos escaravelhos e respetivas larvas em árvores de fruto e ornamentais
  • Aranhas e outros pequenos animais que se podem multiplicar com rapidez

Quem tem chapins a visitar o jardim com regularidade costuma reparar, ao fim de poucas semanas, que as roseiras, as árvores de fruto e os canteiros parecem muito mais vigorosos. Folhas menos roídas, rebentos menos enrolados - sem veneno, sem pulverizações, apenas com mais atividade de aves.

O fruto subestimado a que os chapins quase não resistem

Muitas pessoas pensam logo em sementes de girassol ou bolas de gordura quando se fala em alimentar aves. O que muita gente esquece é que as bagas desempenham um papel importante para os chapins, sobretudo nos meses frios. São doces, fáceis de comer e fornecem energia rapidamente.

Entre as preferidas contam-se, por exemplo:

  • Bagas de sabugueiro-negro
  • Sorvas da sorveira
  • Bagas de zimbro

Estas bagas existem em muitos jardins, em arbustos ou árvores, mas raramente são encaradas conscientemente como alimento para aves. Ainda assim, são excelentes para pontos de alimentação, desde que lá fora esteja frio e haja pouca comida natural disponível.

As bagas fornecem energia rapidamente disponível - o ideal no inverno, quando os insetos escasseiam e os chapins precisam de cada reforço calórico.

Na prática, quem tiver bagas no próprio jardim pode oferecê-las de forma direcionada num ponto de alimentação. Quem não as tiver encontra misturas adequadas em muitos centros de jardinagem - o importante é que os frutos sejam apropriados para aves selvagens e não tenham sido tratados.

Como montar um ponto de alimentação atrativo

Para que os chapins aceitem o convite, não é preciso grande técnica, mas sim alguma atenção às suas necessidades. Um simples tubo-comedouro ou um pequeno prato de alimentação chega perfeitamente - o essencial é a localização.

O local certo

  • Visível, mas não exposto: os chapins gostam de ter uma boa visão do espaço, mas querem poder fugir depressa para arbustos em caso de perigo.
  • Pelo menos 1,5 a 2 metros de altura: assim, os gatos terão muito mais dificuldade.
  • Protegido do vento: cantos muito expostos ao vento são mal recebidos; zonas mais abrigadas funcionam claramente melhor.
  • Longe da comida no chão: não deixe restos no solo, porque isso atrai ratos e pegas.

No ponto de alimentação pode colocar-se uma mistura de bagas e - na estação fria - também um pouco de alimento gorduroso ou sementes. Importa, contudo, alimentar apenas quando as temperaturas estão baixas e não prolongar isso até bem entrada a primavera, para que as aves não deixem de procurar alimento natural.

Oferecer bagas da forma certa

As bagas podem ser:

  • colocadas soltas numa taça
  • presas a pequenos ramos ou fios
  • misturadas com alimento gorduroso, que depois é pressionado em fendas da casca das árvores

Muitos chapins experimentam novidades com cautela. Quando surge a primeira ave e começa a comer, é frequente virem outras pouco depois. Este “efeito de grupo” observa-se com muita facilidade no jardim.

Caixa-ninho, água, segurança: assim os chapins tornam-se visitantes habituais

Quem não quer apenas alimentar os chapins por momentos, mas mantê-los no jardim de forma duradoura, deve oferecer-lhes mais do que um lanche. Há três aspetos centrais: locais de nidificação, água e proteção contra predadores.

Uma caixa-ninho ao gosto dos chapins

Os chapins nidificam em cavidades. Em florestas naturais usam ocos de árvores apodrecidas - em zonas habitadas, essas cavidades muitas vezes faltam. É aqui que entra a clássica caixa-ninho.

O que importa:

  • Abertura de entrada suficientemente pequena: para chapins, um diâmetro de cerca de 26 a, no máximo, 28 milímetros é o ideal. Aberturas maiores também permitem a entrada de estorninhos ou pardais.
  • Fixação estável a 2 a 3 metros de altura: assim, ovos e crias ficam melhor protegidos de gatos e martas.
  • Ligeira inclinação para a frente: para que a chuva não entre no interior.
  • Local tranquilo: não diretamente sobre o terraço ou ao lado de caminhos usados constantemente.

Uma única caixa-ninho pode ser suficiente para que uma família de chapins se instale ano após ano e fique a “trabalhar” no seu jardim.

Um ponto de água como íman

Muita gente subestima a importância da água - não só para beber, mas também para limpar a plumagem. Uma taça de água baixa, limpa com regularidade e novamente enchida, costuma atrair as aves quase tanto como um ponto de alimentação.

O ideal é uma taça rugosa e rasa, com no máximo cinco centímetros de profundidade, e uma pedra ao centro para servir de apoio. Assim, até as aves mais pequenas conseguem banhar-se e beber em segurança.

Reduzir perigos: como proteger os seus ajudantes de penas

Quando os chapins visitam o seu jardim com frequência, assumem uma tarefa importante - por isso, não devem tornar-se presas fáceis. Os maiores riscos no jardim doméstico são os gatos e outras aves, como pegas e corvos.

Manter os gatos afastados sem conflito com os vizinhos

Muitos gatos gostam de andar pelos jardins e trepar às árvores. Bastam algumas precauções para reduzir bastante o risco para os chapins:

  • Não colocar pontos de alimentação e caixas-ninho demasiado perto do chão
  • Proteger os troncos com anéis lisos ou anéis espinhosos, para impedir a subida dos gatos
  • Evitar trepadeiras densas ou sebes imediatamente junto ao ponto de alimentação, de onde os gatos possam saltar

Uma dissuasão inteligente para corvídeos vorazes

As pegas e outros corvídeos são conhecidos por roubarem ovos com grande habilidade e por poderem saquear ninhos. Para proteger os chapins, ajudam:

  • “Espantalhos” móveis feitos com CDs antigos ou película brilhante que reflita ao vento
  • Fitas penduradas ou elementos rotativos que criem reflexos de luz irregulares
  • Caixas-ninho com uma pequena abertura de entrada, que exclua de forma fiável as aves maiores

Também é importante não deixar montes abertos de alimento, onde as aves grandes possam saciar-se. Pontos de alimentação localizados e protegidos para aves pequenas funcionam muito melhor.

Mais ajudantes naturais no jardim: como tudo se complementa

Os chapins são apenas uma peça de um jardim funcional e próximo da natureza. Ao ajudá-los, está também a favorecer outros auxiliares úteis. Sebes mistas com arbustos autóctones oferecem bagas para as aves, néctar para os insetos e refúgios para os ouriços. Menos veneno significa mais alimento para todos os que devoram pragas.

De forma prática, compensa deixar algumas zonas do jardim deliberadamente “menos arrumadas” ao longo do ano: algumas vivazes secas durante o inverno, montes de folhas sob os arbustos, velhas árvores de fruto com cavidades. Tudo isto cria habitat para insetos - e, por consequência, alimento para aves como os chapins.

Quem observa com atenção uma chapim a vasculhar folha a folha e a retirar lagarta atrás de lagarta de uma árvore de fruto percebe depressa: o pequeno esforço com bagas, caixa-ninho e taça de água compensa - num jardim vivo, onde a proteção das plantas se faz em silêncio, com asas a bater e um chilrear alegre.

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