Saltar para o conteúdo

Passo atrás. Afinal Mercedes-Benz “Mini-G” não será só elétrico

Veículo SUV Mercedes-Benz G verde exposto em showroom moderno com piso refletor e iluminação interior.

A exemplo do que já acontece com a AMG e com a Maybach, a Mercedes-Benz está a preparar-se para transformar a letra “G” - durante décadas associada a um único modelo - numa sub-marca com uma verdadeira família de automóveis.

O primeiro passo desta estratégia, por enquanto conhecido internamente como Mini-G, já foi visto em rigorosos testes de inverno. E, tal como o nome sugere, tratar-se-á de um modelo com dimensões inferiores às do icónico Mercedes-Benz Classe G.

Mercedes-Benz Mini-G: o que muda nas motorizações?

As informações mais recentes apontam sobretudo para o que vai “por baixo” da carroçaria. Embora o projeto tenha sido inicialmente apresentado como exclusivamente elétrico, Markus Schäfer, diretor técnico da Mercedes-Benz, nunca confirmou de forma definitiva quais seriam as motorizações, deixando margem para outras soluções.

Híbrido ligeiro também está em cima da mesa

De acordo com a Autocar, existem agora mais indícios de que o novo Mini-G (designação ainda não oficial) poderá também ser proposto com motores de combustão. A confirmar-se, será um sinal de ajuste na estratégia da marca alemã, que procura conciliar as metas regulamentares com aquilo que muitos clientes continuam a preferir no dia a dia.

Esta decisão surge, igualmente, num contexto em que as vendas do Mercedes-Benz Classe G 100% elétrico estão abaixo do esperado. Ola Källenius, diretor-executivo da Mercedes-Benz, já tinha indicado que os modelos com motor de combustão continuarão a ser comercializados para além de 2030.

O que podemos esperar?

No campo elétrico, tudo aponta para a utilização de dois motores elétricos (um por eixo), alimentados por uma bateria NMC com 85 kWh. Em teoria, este conjunto poderá permitir autonomias superiores a 700 km no ciclo WLTP.

Já do lado da combustão, os rumores indicam a adoção do mesmo motor 1.5 turbo de quatro cilindros, associado a um sistema de híbrido ligeiro (48 V), semelhante ao que equipa o novo CLA. Nesse modelo, as potências situam-se entre 156 cv e 211 cv.

Independentemente da solução escolhida, é esperado que todas as versões sejam vendidas apenas com tração integral, numa tentativa clara de manter as capacidades que tornaram o Classe G uma referência.

Plataforma própria e chassis de longarinas

Quem pensar que este será apenas um Classe G “em ponto pequeno” estará enganado. Pelo contrário, Markus Schäfer descreve o Mini-G como um projeto com personalidade própria, com muitos componentes exclusivos e uma partilha limitada com o “irmão” maior. O objetivo é simples: construir uma identidade distinta dentro da família “G”.

Tudo indica que este novo membro vai assentar numa arquitetura específica, criada para assegurar a máxima autenticidade. Os indícios apontam ainda para o desenvolvimento de um chassis de longarinas - uma solução pouco habitual neste segmento, mas determinante quando a prioridade é a robustez e a aptidão fora de estrada.

Dimensões e desenho: ADN “G”, mas com diferenças visíveis

Quanto às medidas, fala-se em cerca de 4,4 m de comprimento, tornando-o claramente mais curto e mais baixo do que o Classe G original. Ainda assim, o ADN está presente: mesmo com camuflagem, distinguem-se os faróis redondos e uma dianteira alta e muito vertical.

Há, no entanto, alterações evidentes. Os tradicionais indicadores de mudança de direção montados sobre o guarda-lamas deixam de existir neste modelo, devendo passar a estar integrados nos próprios grupos óticos, contribuindo para uma “frente” visualmente mais limpa.

Posicionamento e utilização: um “G” mais fácil no dia a dia

Se a Mercedes-Benz mantiver a receita certa, o Mini-G poderá ser uma alternativa mais prática para quem gosta do estilo e do estatuto do Classe G, mas procura um formato mais fácil de estacionar e de usar em ambiente urbano. Um modelo mais compacto também tende a facilitar a vida em estradas estreitas e em manobras, sem abdicar da tração integral e de uma postura mais aventureira.

Outro ponto relevante será a forma como a marca equilibra conforto e capacidade fora de estrada. Para proteger a reputação da família “G”, é expectável que o Mini-G aposte em bons ângulos característicos do todo-o-terreno e numa estrutura preparada para uso exigente, mesmo que o foco de muitas unidades vendidas acabe por ser sobretudo a estrada.

Chegada em 2027 e rival direto

Com lançamento apontado para 2027, o Mercedes-Benz Mini-G deverá ter como alvo o futuro Defender compacto da JLR (antiga Jaguar Land Rover): um Defender mais pequeno, mais acessível e totalmente elétrico, previsto para o mesmo ano e que também já foi observado em testes.

A versão elétrica - a única confirmada oficialmente até ao momento - deverá ser a primeira a chegar ao mercado.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário