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A Renault apresentou o seu novo plano estratégico; deixará de produzir veículos totalmente a combustão.

Carro elétrico conceito Renault EV 2030 prateado com design futurista em espaço interior moderno.

A eletrificação deixou de ser apenas uma tendência: para a Renault, passa a ser o rumo oficial. O Grupo Renault acaba de apresentar o seu novo plano estratégico, que aponta para o fim dos automóveis totalmente a combustão vendidos com a marca Renault na Europa.

A meta é clara: tornar o grupo o construtor de referência no continente até 2030. E isso significa que, num prazo relativamente curto, os modelos 100% térmicos vão desaparecer da oferta europeia da marca.

Hoje, a Renault ainda comercializa cerca de 40% de veículos inteiramente a combustão na Europa, mas a direção definida no novo plano estratégico do Grupo Renault (que inclui também Dacia e Alpine) é deixar de vender, até 2030, algo que não seja eletrificado - ou 100% elétrico, ou híbrido. Fora da Europa, o objetivo passa igualmente por acelerar a transição, com os veículos eletrificados a representarem 50% das vendas totais.

O novo plano estratégico do Grupo Renault, batizado futuREady, surge como continuidade do Renaulution lançado em 2021 por Luca de Meo, o antigo líder. Segundo o grupo, o Renaulution permitiu à Renault voltar a afirmar-se como um dos principais construtores automóveis na Europa. E o futuREady pretende agora colocar a Renault no lugar de construtor de referência no mercado automóvel do continente. “futuREady, notre nouveau plan stratégique, est une étape cruciale pour l’avenir du Groupe Renault. Dans un environnement toujours plus concurrentiel, nous pouvons nous appuyer sur des fondamentaux solides : nos marques, nos produits et nos résultats financiers”, indica François Provost, CEO do Grupo Renault.

Des objectifs clairs pour la marque Renault

No âmbito deste plano estratégico, a Renault aponta para vendas anuais de 2 milhões de veículos, com metade desse volume fora da Europa. A marca prevê ainda lançar 12 novos produtos na Europa e 14 a nível internacional. O plano para a marca Renault inclui também o “maintien de la technologie hybride en Europe après 2030, son développement à l’international et élargissement de l’offre 100 % électrique grâce à une nouvelle plateforme.”

Já à escala do grupo (incluindo as restantes marcas, como a Dacia), a Renault pretende lançar 22 novos modelos na Europa, dos quais 16 serão elétricos. Do ponto de vista financeiro, o Grupo Renault antecipa resultados “sólidos e resilientes”, com uma margem operacional situada entre 5% e 7% do volume de negócios.

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