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A-29 Super Tucano da Força Aérea Paraguaia volta a intercetar aeronave ilegal

Piloto numa cabine de avião observa outra aeronave a libertar um líquido vermelho sobre campos agrícolas.

No sábado, 31 de janeiro, uma aeronave de ataque A-29 Super Tucano, pertencente ao 2.º Esquadrão de Caça “Índios” da Força Aérea Paraguaia (FAP), realizou a interceção de um avião que entrou ilegalmente no espaço aéreo do Paraguai.

Esta foi a segunda interceção registada pelos Super Tucano da FAP. As aeronaves têm vindo a operar de forma ativa na vigilância do espaço aéreo paraguaio desde o ano passado e, atualmente, estão baseadas na cidade de Mariscal Estigarribia, no coração do Chaco Paraguaio.

Deteção por radar e resposta imediata do A-29 Super Tucano

De acordo com o relatório da Prefectura Geral Aeronáutica da FAP, às 13h45 um dos radares móveis da força detetou uma aeronave ilegal no espaço aéreo da cidade de Concepción, a cerca de 410 quilómetros a nordeste de Assunção, a voar a baixa altitude.

Perante a deteção, foi ativado de imediato um A-29 Super Tucano que já se encontrava em missão de patrulhamento aéreo na região. No momento da interceção, a aeronave com matrícula boliviana CP-298 executou uma manobra brusca de mudança de rumo e seguiu na direção do espaço aéreo do Brasil, cruzando a fronteira na zona do Rio Apa às 13h54.

Ativação do UH-1H e do CODI, sem necessidade de desdobramento

Em paralelo, a FAP acionou um helicóptero UH-1H com uma equipa tática no Comando de Operações de Defesa Interna (CODI). Ainda assim, o seu emprego não chegou a ser necessário, uma vez que o avião interceptado abandonou o território ao atravessar a fronteira.

Coordenação com a Força Aérea Brasileira e a Força Aérea Boliviana

Em cumprimento dos acordos internacionais em vigor, a Prefectura Geral Aeronáutica acionou os procedimentos adequados para comunicação e transferência de informação com a Força Aérea Brasileira e a Força Aérea Boliviana, garantindo a continuidade do acompanhamento do alvo e a partilha formal de dados operacionais.

Este tipo de articulação internacional é particularmente relevante em ocorrências transfronteiriças, permitindo alinhar registos de radar, horários, rotas prováveis e identificação da aeronave, bem como apoiar eventuais ações posteriores das autoridades competentes.

Mariscal Estigarribia e a “zona vermelha” nas fronteiras

A localização da base aérea de Mariscal Estigarribia é considerada decisiva para a atuação dos A-29, já que lhes permite alcançar, em poucos minutos, áreas de fronteira com Brasil, Bolívia e Argentina. Trata-se de uma região frequentemente apontada como “zona vermelha”, devido ao trânsito ilegal de aeronaves entre os países mencionados e o Paraguai.

Além da rapidez de resposta, a presença permanente de meios aéreos no Chaco reforça a capacidade de vigilância, sobretudo quando integrada com radares móveis e patrulhas, aumentando a probabilidade de deteção precoce de voos a baixa altitude e com perfis de evasão.

Isto representa um acontecimento de grande relevância para a custódia permanente do espaço aéreo nacional, aumentando de forma significativa a nossa projeção operacional e consolidando uma capacidade real e sustentada de dissuasão”, sublinhou o tenente-coronel Candia, referindo-se à posição operacional assegurada pelos A-29.

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