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Um em cada três carros vendidos no mundo foi vendido na China

Carro elétrico branco estacionado num espaço interior moderno com carregador ao fundo e vista urbana panorâmica.

Em 2025, a China voltou a afirmar-se como o maior mercado automóvel do planeta: aproximadamente um em cada três automóveis vendidos no mundo teve como destino o mercado chinês. De acordo com a China Passenger Car Association (CPCA), o mercado automóvel chinês registou 34,35 milhões de unidades vendidas (incluindo comerciais ligeiros), o que corresponde a uma subida de 9% face ao ano anterior e a uma quota de 35,6% do mercado mundial - ou seja, mais de um terço do total global.

No conjunto do mercado internacional, as vendas atingiram 96,47 milhões de veículos no último ano, o que representa um crescimento de 5% em termos homólogos.

Este peso da China não resulta de um pico isolado. Desde 2022 que o país mantém uma presença acima dos 30% nas vendas globais, ano em que chegou aos 33,5%. A partir daí, a trajetória continuou a intensificar-se, com o maior avanço a surgir precisamente em 2025.

China lidera o mercado automóvel global com mais de um terço das vendas

Depois da China, os Estados Unidos posicionam-se como o segundo maior mercado automóvel do mundo, com 16,72 milhões de unidades vendidas. Este volume traduz um crescimento de 1% e uma quota de 17,3% do mercado global.

Logo a seguir surgem: - Índia: 5,58 milhões de unidades (+7%) e 5,7% de quota global; - Japão: 4,56 milhões de unidades (+3%) e 4,7% de quota; - Alemanha: 3,16 milhões de automóveis vendidos (+1%) e 3,2% de quota.

A consolidação do mercado chinês tem sido apoiada por vários factores estruturais, como a escala de produção, a rapidez de renovação do portefólio e a capacidade de ajustar oferta e preços num mercado altamente competitivo. A isto soma-se a maturidade crescente das cadeias de fornecimento e uma procura interna suficientemente grande para sustentar volumes que, por si só, influenciam a dinâmica mundial.

Ao mesmo tempo, este novo equilíbrio tem implicações directas para outras regiões, incluindo a Europa: a pressão competitiva intensifica-se, os ciclos de lançamento aceleram e a diferenciação por tecnologia e eficiência passa a ser ainda mais determinante. Para os consumidores, isto tende a traduzir-se numa oferta mais vasta e numa disputa mais agressiva em preço e equipamento.

Os que mais vendem no mundo

Do ponto de vista dos construtores, e com base em dados do CarNewsChina, a Toyota manteve em 2025 a maior fatia do mercado global, com 10,8%. A seguir surgem o Grupo Volkswagen, com 8,9%, e o Hyundai Motor Group, com 7,4%.

Ainda assim, o destaque aparece ao olhar para os dez maiores grupos mundiais: pelo menos três construtores chineses já estão entre os primeiros. A BYD ocupa a quinta posição, com 5,4%, enquanto a Geely surge em sétimo, com 4,6%, e a Chery fecha o grupo dos dez maiores em décimo, com 3,7%.

A evolução da BYD é particularmente relevante: encontra-se a apenas 0,1 pontos percentuais da Stellantis (que soma 5,5%), depois de já ter ultrapassado a aliança Renault-Nissan.

Entre os restantes nomes do topo, permanecem dois gigantes norte-americanos: a General Motors, em oitavo, com 4,6%, e a Ford, em nono, com 4,4%. Segue-se a tabela com a informação disponível no excerto:

Posição Construtor Quota de mercado global (2025)
1.º Toyota 10,8%
2.º Grupo Volkswagen 8,9%
3.º Hyundai Motor Group 7,4%
4.º (Construtor não indicado no excerto) -
5.º BYD 5,4%
6.º (Construtor não indicado no excerto) -
7.º Geely 4,6%
8.º General Motors 4,6%
9.º Ford 4,4%
10.º Chery 3,7%

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