Se está a planear abastecer, há boas indicações para adiar até ao início da próxima semana. A partir de segunda-feira, 6 de outubro, as projeções do setor apontam para uma queda no preço dos combustíveis, com uma redução mais expressiva no gasóleo simples.
Segundo as estimativas avançadas pelo setor (fonte: ACP), o gasóleo simples deverá ficar 2 cêntimos por litro mais barato, enquanto a gasolina simples poderá recuar meio cêntimo por litro.
Caso esta previsão se concretize, a partir de segunda-feira o preço médio do gasóleo simples deverá situar-se nos 1,553 €/l. Já o preço médio da gasolina simples deverá fixar-se nos 1,702 €/l.
Como se apura o preço dos combustíveis (DGEG)
O apuramento do preço dos combustíveis tem como referência os valores publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados da quinta-feira anterior, 2 de outubro.
Os montantes divulgados pela DGEG já refletem, por um lado, os descontos praticados pelas gasolineiras e, por outro, as medidas do Governo atualmente aplicadas.
Ainda assim, convém sublinhar que estes números não correspondem necessariamente ao valor que verá na bomba: tratam-se de preços médios e indicativos. Na prática, cada revendedor pode definir livremente a sua política de preços.
Preços dos combustíveis em Portugal: o que pode variar no posto
Mesmo quando a tendência semanal é clara, o valor final depende de fatores como a marca, a localização (zonas urbanas vs. interior), a proximidade de vias rápidas e a concorrência local. Por isso, a diferença entre postos na mesma zona pode ser relevante, sobretudo em abastecimentos completos.
Para poupar, pode fazer sentido comparar preços antes de sair - seja através de painéis na estrada, sites/apps de monitorização ou simplesmente verificando postos alternativos no seu percurso habitual.
Medidas do Governo em vigor (ISP)
Mantêm-se em vigor, desde 2022, as medidas do Governo destinadas a aliviar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).
No início desta semana, foi noticiado que Bruxelas exigia a Portugal o fim do chamado “bónus” no ISP, o que poderia traduzir-se num impacto até 8 euros por depósito. No entanto, até ao momento, não foram comunicadas alterações.
Apesar de o ISP ter aumentado 3 cêntimos por litro este ano, a descida da taxa de carbono acabou por neutralizar o efeito, não se verificando mudanças na carga fiscal global aplicada aos combustíveis.
Assim, a soma dos diversos «descontos fiscais» corresponde a menos 17,6 cêntimos por litro no gasóleo e menos 19,2 cêntimos por litro (no caso da gasolina).
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