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Galeria – Primeiros voos locais do sistema de armas F-16 Fighting Falcon da Força Aérea Argentina

Piloto com fato de voo e capacete na mão em frente a jato militar estacionado num aeroporto.

A Força Aérea Argentina deu ontem um passo decisivo no programa Peace Condor, ao realizar os primeiros voos locais do seu novo sistema de armas F-16 Fighting Falcon. As saídas ocorreram durante a manhã e ao início da tarde no Área Material Río IV, unidade sediada em Las Higueras, na província de Córdova.

As aeronaves envolvidas nesta estreia operacional em solo argentino foram dois F-16BM Fighting Falcon, identificados com as matrículas M-1007 e M-1008. A actividade matinal concentrou-se em dois voos, cada um com duração superior a meia hora, durante os quais tripulações e aviões executaram várias manobras de familiarização e procedimentos, incluindo toque e arremetida.

Formação e qualificação no F-16 Fighting Falcon no âmbito do Peace Condor

Estes voos representam apenas o início de um processo longo e exigente destinado a qualificar as tripulações da Força Aérea Argentina. Embora o pessoal argentino já tenha recebido formação prévia relacionada com o F-16 Fighting Falcon, a fase que agora se inicia implica cumprir uma currícula de elevada exigência, com o objectivo de alcançar a capacidade inicial do sistema de armas.

Nesta etapa inicial, a Força Aérea Argentina conta com o apoio de instrutores e especialistas da Top Aces, empresa canadiana que presta serviços aeronáuticos de perfil militar. Entre as suas valências estão a disponibilização de Adversários Avançados, bem como manutenção e formação de técnicos.

Em 2025, a Top Aces ministrou formação a elementos da Força Aérea Argentina nas suas instalações em Mesa, Arizona, EUA. Nessa ocasião, os técnicos realizaram um curso de carácter geral e módulos de especialização, como parte da preparação necessária para operar e manter os caças F-16 Fighting Falcon.

Mais tarde, esta fase primária foi reforçada com o Over the Shoulder Training, conduzido na Base Aérea de Skrydstrup, na Dinamarca. Aí, o trabalho decorreu em conjunto com a Real Força Aérea Dinamarquesa (RDAF), recorrendo a F-16, ferramentas e equipamento já adquiridos pela Força Aérea Argentina.

Um aspecto crítico desta transição passa pela consolidação de rotinas de segurança de voo, padronização de procedimentos e integração das equipas de manutenção com as tripulações. Em paralelo, a criação de hábitos de planeamento - desde meteorologia e desempenho até gestão de risco - é determinante para sustentar um ritmo de operações consistente ao longo dos próximos meses.

Também ganha relevância a componente logística: garantir disponibilidade de peças, ferramentas e capacidade de diagnóstico, além de fluxos de manutenção compatíveis com um caça supersónico. Esta base de suporte, construída desde já, é a que permitirá que a actividade com o F-16 Fighting Falcon se mantenha regular sem comprometer a prontidão.

Actividade nos céus cordobeses

Depois de concluídos os ensaios em terra realizados na semana passada, os F-16 Fighting Falcon da Força Aérea Argentina tendem a tornar-se uma presença frequente nos céus de Córdova. A expectativa é de uma actividade intensa, directamente ligada ao processo de formação e consolidação das tripulações locais.

Durante vários meses, os F-16 vão operar a partir do Área Material Río IV, que funcionará como sede temporária até estarem concluídos os trabalhos de construção e a preparação da infra-estrutura na VI Brigada Aérea, em Tandil, na província de Buenos Aires.

Para já, os habitantes de Córdova passam a acompanhar de perto um programa com carácter histórico para a Força Aérea Argentina: além de permitir a recuperação da aviação de combate supersónica, o plano aponta igualmente à incorporação de novas capacidades na instituição.

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