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TOP 10 2025. As marcas mais vendidas em Portugal até agora

Carro elétrico moderno vermelho em exposição num espaço minimalista com iluminação suave.

O mercado automóvel nacional já tem números oficiais para setembro, divulgados pela ACAP - Associação Automóvel de Portugal. Com este fecho mensal, fica igualmente concluído o retrato do terceiro trimestre de 2025 - e, no geral, o sinal é positivo: a maioria das marcas presentes em Portugal terminou o período em alta.

No acumulado até setembro, foram matriculados 171 564 automóveis ligeiros de passageiros, o que traduz um avanço robusto de 8,7% face ao mesmo intervalo de 2024. Mais à frente, há também fabricantes com subidas que ultrapassam 100% em 2025.

Setembro no mercado automóvel nacional (ACAP): o que mudou

Antes de entrar no total do ano, vale a pena olhar para o desempenho de setembro, um dos meses mais fortes de 2025. O mercado nacional registou uma subida de 13,8% em comparação com setembro de 2024, com 20 544 unidades matriculadas (incluindo ligeiros e pesados).

Na liderança mensal ficou a Peugeot, que somou 1 597 unidades e cresceu 6,8%. Em segundo lugar manteve-se a Mercedes-Benz, com 1 397 matrículas, o que corresponde a um aumento de 2,9% face ao mesmo mês do ano anterior. A fechar o pódio surgiu a Dacia, com 1 350 unidades e uma evolução de 5,8%.

Apesar da tendência positiva, poucas marcas conseguiram bater o ritmo do mercado de ligeiros de passageiros em setembro (12,9%). Apenas Nissan e Tesla ficaram acima dessa fasquia, com crescimentos de 18,5% e 17,5%, respetivamente.

No sentido contrário, a Toyota foi a única a apresentar recuo face ao período homólogo de 2024: em setembro, desceu 2,4%, totalizando 797 unidades matriculadas.

Fora do TOP 10, a BYD ficou muito perto de entrar no grupo das dez mais vendidas do mês: terminou setembro com 537 unidades, crescendo 52,1%, e ficou a apenas 44 unidades de integrar a lista.

Entre as subidas mais expressivas do mês, destacaram-se Polestar (212,5%), CUPRA (123,9%), FIAT (112,9%) e Alfa Romeo (103,7%), todas com acelerações muito acima da média. Também merece referência o salto da XPeng (827,3%) e da KGM (200%), embora seja importante sublinhar que ambas são marcas recentes no mercado português, o que influencia a leitura percentual.

Já do lado das maiores quebras em setembro, sobressaíram DS (-62,6%), Porsche (-44%), Suzuki (-26,4%) e Mitsubishi (-27%), com quedas particularmente acentuadas.

2025 até setembro: o balanço dos primeiros nove meses

O retrato do ano, até ao final de setembro, mantém o topo sem alterações: Peugeot continua na frente, seguida de Mercedes-Benz e Dacia, respetivamente em segundo e terceiro lugar.

No acumulado de 2025, há mais marcas a superar o crescimento global do mercado (8,7%). Acima dessa linha surgem: Peugeot (9,4%), Dacia (10,1%), BMW (8,9%), Volkswagen (17,1%) e Nissan (13,8%). Entre as dez mais vendidas, a Volkswagen é a que apresenta o maior ganho percentual no período janeiro–setembro.

Em contrapartida, a Citroën foi a única marca do TOP 10 a registar descida nas vendas no acumulado, com uma contração de 4,1%, fixando-se em 7 849 unidades.

Fora do TOP 10, os crescimentos mais fortes em 2025 pertencem a BYD (123,7%), XPeng (5 781,8%), Polestar (131,4%) e KGM (584,6%). Do lado das quedas mais pronunciadas no acumulado, destacam-se Suzuki (-50,2%) e DS (-21,2%).

A Tesla, apesar do bom desempenho em setembro e das 5 809 unidades que a deixaram muito perto do TOP 10 entre janeiro e setembro, apresenta ainda assim uma descida acumulada de 19,6% nos primeiros nove meses do ano.

Como interpretar estes resultados no último trimestre

Com o terceiro trimestre de 2025 fechado, os números sugerem um mercado a crescer de forma consistente, mas com diferenças grandes entre marcas - sobretudo fora do TOP 10, onde as percentagens podem ser amplificadas por volumes ainda reduzidos ou por fases iniciais de operação em Portugal.

O último trimestre tende, historicamente, a ser determinante, quer pelo peso de campanhas comerciais, quer pelas compras de fim de ano (incluindo frotas). Assim, o desempenho de outubro a dezembro deverá ajudar a confirmar se a dinâmica de setembro foi um pico pontual ou um sinal de aceleração sustentada até ao fecho de 2025.

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