A Hindustan Aeronautics Limited (HAL) divulgou, através de um fio publicado na sua conta oficial na X, uma actualização sobre o ponto de situação da produção dos 180 caças LCA Tejas Mk1A destinados à Força Aérea da Índia. A empresa procurou clarificar um processo que tem registado progressos, mas também incertezas, num dos programas mais relevantes actualmente em curso: não só por contribuir para aumentar o número de esquadrões operacionais disponíveis, como também por se assumir como o desenvolvimento de referência de uma indústria aeronáutica nacional focada em reforçar capacidades autóctones e reduzir a dependência de fabricantes estrangeiros.
Produção do LCA Tejas Mk1A (HAL) e estado das entregas
De acordo com a HAL, existe um lote de cinco aeronaves já totalmente pronto para entrega, incorporando no desenho todos os requisitos específicos solicitados pela Força Aérea da Índia.
A empresa indicou ainda que outros nove aparelhos se encontram a aguardar a instalação dos motores F404, encomendados à norte-americana General Electric (GE). Assim que esses motores forem recebidos e montados, as aeronaves poderão avançar para os ensaios correspondentes e, depois, para a entrega ao utilizador.
Motores F404 da General Electric e desafios de desenvolvimento
A HAL sublinhou, por outro lado, que tem consciência de diferentes questões de concepção e de desenvolvimento associadas às aeronaves. Para acelerar a resolução, afirma estar a trabalhar em conjunto com especialistas da Força Aérea, com o objectivo de alcançar uma solução célere.
Em paralelo, foi referido que o ritmo de entregas dos motores F404 terá sido entretanto normalizado - um ponto que, meses antes, tinha sido apontado pelas autoridades indianas como a principal origem das demoras. Recorde-se que era expectável dispor de até uma dúzia de motores entregues até ao final do ano passado, algo que não se concretizou e que levou a conversações entre a HAL e a GE para estabilizar a situação.
Um elemento adicional, frequentemente determinante neste tipo de programas, é a sincronização entre a cadeia de fornecimento e o calendário de testes: quando um componente crítico como o motor chega fora de tempo, não afecta apenas a montagem final, mas também o planeamento de ensaios, a disponibilidade de equipas de aceitação e a própria cadência de entrega ao serviço.
Encomendas, investimento e configurações do LCA Tejas Mk1A
Neste contexto, é relevante notar que a Força Aérea da Índia confirmou, em setembro de 2025, encomendas para cerca de 97 aeronaves LCA Tejas Mk1A, o que exigiu investimentos superiores a 62,37 mil milhões de rupias (um valor na ordem dos 700 milhões de dólares americanos).
Este lote reparte-se do seguinte modo:
- 68 aeronaves na variante monolugar
- 29 aeronaves na variante bilugar
Entre outros aspectos, este conjunto deverá destacar-se por integrar até 64% de componentes autóctones. Face à primeira encomenda de 83 exemplares, os novos Tejas deverão incorporar até 67 novos sistemas no desenho, com especial ênfase em:
- radares Uttam AESA
- sistema de autoprotecção electrónica Swayam Raksha Kavach
- novos actuadores das superfícies de controlo
A par da integração de sistemas e do aumento de conteúdo nacional, torna-se igualmente importante assegurar a robustez do apoio em serviço - desde a disponibilidade de sobressalentes até à manutenção programada - para que o acréscimo de aeronaves se traduza, efectivamente, em mais horas de voo e maior prontidão operacional ao longo do ciclo de vida.
Impacto industrial na Índia: empresas, emprego e novas fábricas
Quanto ao efeito nas capacidades industriais do país, o programa envolve cerca de 105 empresas indianas, sustentando mais de 11 mil postos de trabalho qualificados.
No caso da própria HAL, as encomendas dos caças LCA Tejas Mk1A permitiram avançar com a abertura de uma terceira unidade de produção em Nashik, complementando as duas primeiras localizadas em Bengaluru. Conforme descrito no mês de outubro passado, esta expansão deverá facilitar a produção de até oito caças adicionais por ano; somando essa capacidade ao que já existia, a cadência total prevista ascende a cerca de 24 unidades anuais.
Imagens utilizadas apenas a título ilustrativo.
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