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Israel oferece vários equipamentos para modernizar o Exército do Paraguai.

Soldado em uniforme militar diante de três ecrãs digitais e mapa interativo com drone no centro de comando.

Representantes da Israel Aerospace Industries (IAI) e da ELTA apresentaram ao comando do Exército Paraguaio um conjunto alargado de equipamentos, inserido nos esforços em curso do ramo para reforçar capacidades e acelerar a modernização tecnológica.

Entre os presentes estiveram o Comandante do Exército, General Manuel Rodríguez, e o Chefe do Estado-Maior-General, Major-General José Santander, acompanhados por oficiais superiores, oficiais subalternos e sargentos. Durante a sessão, os representantes da ELTA detalharam capacidades, desempenho e o alcance operacional dos sistemas propostos.

Modernização do Exército Paraguaio: propostas da ELTA e da IAI para comando e controlo

Em declarações à Zona Militar, o General Rodríguez esclareceu que o material apresentado pela ELTA constitui apenas uma das várias opções actualmente em análise pelo Exército Paraguaio, no âmbito de um plano de modernização que deverá ser submetido ao Poder Executivo.

“Estamos a avaliar diferentes capacidades que precisamos de reforçar, sendo uma delas a actualização tecnológica. Esta empresa, tal como outras, vem apresentar-nos produtos que podem ser do nosso interesse”, explicou o General Rodríguez, acrescentando: “Trouxeram um pacote abrangente de software, radares e sistemas de inteligência de sinais (SIGINT) que podem ajudar a reforçar o comando e controlo (C2).”

Radares, SIGINT e alertas: capacidades no espectro electromagnético

De acordo com o comandante, as soluções apresentadas incluem inteligência do espectro electromagnético, sistemas de alerta e radares. Vários destes meios, sublinhou, podem ser integrados tanto em plataformas já ao serviço como em viaturas previstas para aquisição pelo Exército Paraguaio, incluindo os veículos blindados 4×4 Oshkosh M-ATV, cuja incorporação é esperada a partir de 2027.

“Tudo o que foi oferecido pode ser integrado; o objectivo é que tudo seja compatível e que forme um sistema interoperável com outras forças de defesa”, concluiu o General Rodríguez.

Para além do impacto operacional directo, a adopção deste tipo de sistemas exige normalmente planeamento em áreas como formação de operadores e equipas de manutenção, actualizações de software e cibersegurança, bem como a definição de procedimentos para integração de dados em centros de comando. Em processos de modernização, estes elementos tendem a ser determinantes para garantir disponibilidade e continuidade do serviço ao longo do ciclo de vida dos equipamentos.

Veículos autónomos e drones para ampliar capacidades no terreno

A ELTA exibiu igualmente uma gama de veículos autónomos, veículos não tripulados e drones que poderiam ser empregados pelo Exército, alargando as capacidades aéreas disponíveis para apoiar as forças terrestres.

“Estes pacotes de controlo são úteis para a vigilância da linha, que poderíamos usar como um sistema de monitorização remota de espaços abertos, áreas terrestres, massas de água, espaço aéreo, entre outros”, observou o comandante do Exército.

Este tipo de soluções, quando articuladas com sensores terrestres e radares móveis, pode melhorar a consciência situacional em zonas extensas, permitindo detecção, classificação e acompanhamento de contactos com maior rapidez. Em ambientes de grandes distâncias e cobertura limitada, a mobilidade dos sensores e a capacidade de operar com ligações de dados resilientes tornam-se factores-chave para a eficácia do dispositivo.

Fronteira com a Bolívia no Chaco Paraguaio e integração com o Super Tucano

Nos meses finais de 2025, o General Rodríguez realizou visitas a várias áreas fronteiriças do país, com destaque para o Chaco Paraguaio, na fronteira com a Bolívia. “Temos mais de 800 quilómetros de fronteira terrestre seca com a Bolívia; é uma área muito complexa de controlar e também sensível. Esta tecnologia poderia servir como um sistema de controlo que pode ser integrado com o Super Tucano, proporcionando uma capacidade baseada em terra”, enfatizou.

Fotografia de capa utilizada apenas para fins ilustrativos.

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