O rebentamento de um dique na margem direita do rio Mondego obrigou ao corte da Autoestrada 1 (A1) em ambos os sentidos, entre os quilómetros 198 e 189, no segmento que liga Coimbra Norte a Coimbra Sul. A interrupção pode manter-se por várias semanas, dependendo da evolução das condições no local.
A ocorrência está associada ao colapso parcial do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte–Sul, nas imediações do ponto onde o dique que encaminha o rio Mondego cedeu, na zona de Casais.
Apesar do abatimento, a circulação já tinha sido suspensa de forma preventiva por volta das 18h00 desta quarta-feira, cerca de três horas antes do desabamento. Por esse motivo, a BCR – Brisa Concessão Rodoviária sublinhou, em comunicado, que o abatimento “não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores”.
Interrupção na A1 entre Coimbra Norte e Coimbra Sul pode prolongar-se
Em declarações à SIC Notícias, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, confirmou que a situação era do conhecimento do Governo e que este “problema estava a ser monitorizado há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)”.
Ao mesmo órgão de comunicação social, o ministro classificou o episódio como “absolutamente extraordinário” e indicou que a reparação dos danos na principal autoestrada do país deverá exigir várias semanas.
Segundo Miguel Pinto Luz, enquanto o nível da água não baixar, a intervenção possível passa por recorrer a blocos de rocha compactados para estabilizar e reforçar a rutura que surgiu na plataforma. O governante não afastou, igualmente, a hipótese de a fissura evoluir e afetar o outro sentido da via.
“Enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo. Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviço dos portugueses”, afirmou o ministro.
Brisa sugere alternativas de circulação
Num comunicado, a Brisa reconhece que, “não sendo possível (…) estimar o prazo de conclusão das obras”, os condutores podem optar por percursos alternativos, nomeadamente:
- o corredor A8/A17/A15
- o IC2
Impacto na mobilidade e recomendações aos condutores
Com o corte entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, é expectável um aumento de tráfego nas ligações paralelas e nos acessos urbanos, sobretudo nas horas de ponta. Para reduzir atrasos, recomenda-se o planeamento prévio da viagem, a escolha de horários menos congestionados e a confirmação do estado das vias antes da partida.
Durante o período de obras e de monitorização, é prudente acompanhar as atualizações das entidades responsáveis e respeitar a sinalização temporária, uma vez que a gestão do trânsito poderá ser ajustada em função da evolução do dique, do comportamento do rio Mondego e da estabilidade da plataforma da Autoestrada 1 (A1).
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