O nome Série 7 acompanha a BMW desde 1977 como emblema do seu topo de gama e, ao fim de quase meio século, a marca não quer abdicar dessa associação.
Como manda o provérbio, «em equipa que ganha não se mexe», e a construtora bávara aplicou-o quase à risca. No BMW Série 7 2026, as alterações exteriores são discretas: mantêm-se os volumes monolíticos, as entradas de ar verticais e a assinatura luminosa com óticas bipartidas.
A grelha dupla característica continua dominante - agora ligeiramente mais estreita e mais vertical do que no modelo anterior - e dita o desenho da frente, ao contrário do que aconteceu nos novos iX3 e i3. O olhar é puxado para os módulos de iluminação superiores, onde ficam as luzes diurnas, as luzes de presença e os indicadores de mudança de direção.
Elementos funcionais como radar, câmara e restantes sensores passam a estar embutidos no contorno da grelha dupla, ficando praticamente impercetíveis. Na ligação entre a grelha e o capô surge também o emblema BMW redesenhado, com maiores dimensões e acabamento mate.
Na traseira, há um para-choques novo e uma tampa da bagageira revista, que recebe grupos óticos atualizados e quase unidos ao centro.
Interior totalmente novo no BMW Série 7 2026
É no habitáculo que se concentra a verdadeira transformação. O BMW Série 7 2026 estreia uma nova arquitetura elétrica/eletrónica (E/E), concebida para uma integração mais avançada entre sistemas digitais e componentes físicos - uma base tecnológica que passará a suportar todos os BMW lançados desde o ano passado. Até aqui, esta arquitetura estava reservada à nova família Neue Klasse, i3 e iX3.
A manifestação mais evidente desta evolução é a adoção do novo Panoramic iDrive, agora com um ecrã (14,6”) dedicado ao passageiro da frente - uma novidade absoluta na marca e incluída de série em todas as versões deste Série 7 atualizado.
Também o Theatre Screen para os ocupantes traseiros foi aprimorado, com o objetivo de reforçar a experiência de cinema a bordo. Este ecrã tátil de 31,3″, com resolução 8K, permite converter a zona traseira do novo BMW Série 7 numa exclusiva sala de cinema. A câmara integrada dá ainda a possibilidade de realizar videochamadas, como num verdadeiro escritório móvel.
Este modo é acompanhado por uma sequência completa: animação sonora, fecho automático das persianas e redução da iluminação ambiente na traseira. O ecrã posterior pode ser regulado (distância e ângulo) através do módulo BMW Touch Command nas portas.
Para garantir que o BMW Série 7 2026 se mantém sempre atualizado, a marca destaca a navegação revista com o BMW Maps, uma integração mais simples e natural com telemóveis e a Chave Digital BMW Plus. Além disso, o sistema passa a receber atualizações remotas de sistemas e serviços ConnectedDrive via internet.
De série, o modelo inclui bancos com múltiplos ajustes elétricos, bem como aquecimento e apoio lombar para condutor e passageiro dianteiro. A regulação pode ser feita nos painéis das portas ou a partir do ecrã central. Os bancos contam ainda com ventilação ativa e função de massagem, com nove programas e três níveis de intensidade.
Elétrico, híbridos, gasolina e Diesel no BMW Série 7 2026
A oferta de motorizações mantém-se ampla, incluindo motores de combustão com tecnologia híbrida de 48 V e híbridos de carregamento externo, a par das variantes 100% elétricas. No caso do Série 7 totalmente elétrico, o i7, passa a utilizar células cilíndricas - a sexta geração do BMW eDrive, estreada no novo iX3 - o que permite aumentar a autonomia até 708 km (cerca de mais 100 km face ao anterior eDrive50), com um conteúdo energético de 112,5 kWh.
Na chegada ao mercado estarão disponíveis três variantes totalmente elétricas, todas com dois motores (um por eixo):
- i7 50 xDrive: 335 kW (455 cv), 660 Nm; bateria 112,5 kWh (líquidos); 0-100 km/h em 5,5s, vel. máx. de 210 km/h; autonomia de até 728 km (WLTP);
- i7 60 xDrive: 400 kW (544 cv), 745 Nm; bateria de 112,5 kWh; 0-100 km/h em 4,8s, vel. máx. de 240 km/h; autonomia de até 727 km;
- i7 M70 xDrive: 500 kW (680 cv), 1015 Nm ou 1100 Nm com função de reforço; bateria 112,5 kWh; 0-100 km/h em 3,8s, vel. máx. de 250 km/h; autonomia de até 686 km.
No BMW i7 2026, os motores elétricos são síncronos de ativação elétrica: em vez de recorrer a ímanes permanentes fixos, é a alimentação elétrica que faz o rotor entrar em movimento. Desta forma, evita-se a utilização de metais críticos de terras raras (necessários em componentes magnéticos) na produção do rotor.
A potência máxima de carregamento subiu igualmente, passando de 195 kW para 250 kW, o que permite ao i7 2026 carregar de 10% a 80% em apenas 28 minutos. As versões i7 50 xDrive e i7 60 xDrive conseguem acrescentar, em apenas 10 minutos, energia para 235 km (215 km no i7 M70 xDrive). Em corrente alternada (AC), a 22 kW, uma carga completa demora seis horas (ou o dobro do tempo a 11 kW).
Nas versões de combustão, os motores a gasolina recorrem ao ciclo Miller para melhorar a eficiência e utilizam um sistema de 48 V que permite regenerar energia e desligar o motor quando há baixa solicitação do acelerador.
No Diesel, a variante 740d xDrive - que viu a potência máxima do seis cilindros em linha de 3,0 litros aumentar para 313 cv - só chega ao mercado em novembro:
- 740 xDrive: 400 cv (294 kW), 580 Nm; motor elétrico 13 kW (18 cv); 0-100 km/h em 5,1s, vel. máx. de 250 km/h; consumos de 9,3 l/100 km;
- 740d xDrive: 313 cv (230 kW), 670 Nm; motor elétrico 13 kW (18 cv), 0-100 km/h em 5,7s, vel. máx. de 250 km/h; consumos de 7,2 l/100 km.
Antes do fim de 2026, a gama recebe ainda dois Série 7 híbridos de carregamento externo. Ambos partilham a mesma bateria, o motor elétrico de 145 kW (197 cv) e o facto de poderem atingir 140 km/h de velocidade máxima em modo elétrico:
- 750e xDrive: 360 kW (489 cv), 700 Nm; motor gasolina 313 cv (230 kW); motor elétrico de 145 kW (197 cv); autonomia elétrica WLTP de 70-82 km;
- M760e xDrive: 450 kW (612 cv), binário 800 Nm; motor gasolina 426 cv (313 kW); motor elétrico de 145 kW (197 cv); autonomia elétrica WLTP de 69-80 km.
No campo dos assistentes de condução, o BMW Symbiotic Drive procura melhorar a relação entre condutor e automóvel. Em autoestrada, passa a ser possível circular sem as mãos no volante até 130 km/h em vários países europeus; já em ambiente urbano, o assistente de cidade guia agora o condutor de endereço em endereço. O BMW Maps passa também a incluir uma nova visualização de tráfego integrada na navegação.
Quando chega?
Após a estreia mundial a 22 de abril, na véspera do Salão de Pequim de 2026, a comercialização do BMW Série 7 2026 nos principais mercados internacionais arranca em julho deste ano.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário