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Planetas vão alinhar-se num evento raro. Saiba como observar.

Criança observa planetas com telescópio numa cobertura ao pôr do sol, com mapa e telemóvel sobre o muro.

NOVA IORQUE (AP) - No final de Fevereiro, seis planetas vão parecer agrupar-se no céu e, na maioria dos casos, poderão ser vistos a olho nu.

Este fenómeno é conhecido como um desfile planetário: acontece quando vários planetas parecem alinhar-se no firmamento ao mesmo tempo. Não estão realmente em linha recta, mas ficam relativamente próximos uns dos outros, do mesmo lado do Sol.

Segundo a NASA, depois do pôr do sol é frequente conseguir identificar dois ou três planetas. Já agrupamentos de quatro ou cinco visíveis a olho nu são menos habituais e surgem apenas de poucos em poucos anos. No ano passado houve alinhamentos com seis e até com os sete planetas.

Quando é que os planetas estarão visíveis?

No sábado, Mercúrio, Vénus, Júpiter e Saturno deverão ser visíveis a olho nu, desde que o céu esteja limpo. Urano e Neptuno só podem ser detectados com binóculos e telescópios.

O desfile deverá poder observar-se ao longo do fim de semana e nos dias seguintes. Com o passar do tempo, Mercúrio acabará por “sair de cena” e descer abaixo do horizonte.

Qual é a melhor hora para ver o desfile planetário?

Saia para o exterior cerca de uma hora após o pôr do sol e procure um local afastado de edifícios altos e árvores, que possam tapar a vista. Vire-se para o céu a Oeste e tente encontrar Mercúrio, Vénus e Saturno perto da linha do horizonte. Júpiter estará mais acima, tal como Urano e Neptuno.

Como perceber se está a ver um planeta do desfile?

“Se estiver a cintilar, é uma estrela. Se não estiver a cintilar, é um planeta”, explicou a cientista planetária Sara Mazrouei, da Humber Polytechnic, no Canadá.

De acordo com a NASA, em grande parte das noites é possível ver pelo menos um planeta brilhante.

Para a cientista planetária Emily Elizondo, da Michigan State University, observar vários planetas ao mesmo tempo é uma forma divertida de criar uma ligação com os astrónomos de séculos passados.

Os astrónomos antigos costumavam dar sentido ao universo “apenas olhando para as estrelas e os planetas”, disse Elizondo, “algo que também podemos fazer hoje”.

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