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Marte roda mais depressa devido a uma anomalia magmática escondida.

Cientista observa um globo luminoso com padrões de energia num laboratório moderno.

Os dados da InSight apontam para uma pluma oculta na região de Társis, em Marte, capaz de sustentar atividade vulcânica e encurtar os dias marcianos

Os cientistas, recorrendo aos dados da missão InSight da NASA, concluíram que o planalto vulcânico de Társis (Tharsis), em Marte, pode ser mais ativo do que se pensava até agora. A descoberta está associada à presença de uma anomalia magmática oculta, com potencial para influenciar a rotação do planeta.

A anomalia profunda em Társis e o interior de Marte

O estudo sugere que existe sob a crosta marciana uma grande pluma de material magmático menos denso. Esta anomalia, designada por «massa negativa», poderá explicar não só a atividade vulcânica da região, mas também a aceleração da rotação do planeta.

A região de Társis, conhecida pelos seus vulcões gigantes, como o Olimpo, formou-se devido à ausência de tectónica de placas em Marte. A lava foi-se acumulando no mesmo local, dando origem a estruturas vulcânicas de enormes dimensões. Os dados da InSight permitiram aos cientistas modelar a estrutura interna da região e identificar uma anomalia no manto.

De acordo com a investigação, esta anomalia pode provocar a ascensão do magma, formando bolsas de fusão capazes de atravessar a crosta e desencadear erupções vulcânicas. Esta descoberta põe em causa a ideia de que Marte terá perdido por completo a sua atividade vulcânica.

Os cientistas também concluíram que esta anomalia pode justificar a aceleração da rotação do planeta. Os dados mostraram que o dia em Marte está a diminuir 70 microssegundos por ano.

O professor Bart Root, da Universidade Técnica de Delft, afirmou que esta descoberta altera a forma como se entende a forma como os pequenos planetas perdem calor e evoluem. Se Marte ainda conservar energia suficiente para movimentar o manto, isso pode significar que os planetas de menor dimensão permanecem ativos durante mais tempo do que se previa.

Assim, os resultados do trabalho não só explicam a aceleração da rotação de Marte, como também abrem novas perspetivas para o estudo da atividade vulcânica e da dinâmica interna dos planetas.

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