MQ-25 Stingray: primeiro voo adiado para 2026
Num novo revés para o programa, a Marinha dos EUA confirmou que o novo drone de reabastecimento baseado em porta-aviões MQ-25 Stingray já não vai voar no que resta de 2025. De acordo com o calendário actual, o primeiro voo passou para o início do próximo ano. Assim, fica gorada a ambição, partilhada tanto por responsáveis da Boeing como por membros da própria instituição, de realizar voos já no próximo ano e, dessa forma, acelerar a evolução do projecto.
Retomando alguns excertos da comunicação oficial da Marinha dos EUA: “Nos últimos meses, a equipa concluiu os ensaios estruturais do MQ-25A Stingray numa aeronave estática, realizou testes iniciais ao motor, finalizou o software de voo certificado e comandou o veículo a partir do Sistema de Controlo de Missão da Aviação Não Tripulada de Porta-Aviões (UMCS). A equipa está a concluir os testes de sistemas e a autorização de voo, e o primeiro voo é esperado assim que a certificação estiver concluída e as condições meteorológicas o permitirem.”
Por seu lado, aprofundando o que a Marinha dos EUA afirmou sobre as etapas que ainda faltam, a empresa acima referida indicou no seu próprio comunicado que já instalou o software certificado e efectuou testes ao motor, embora continue a aguardar que a Lockheed Martin termine a programação de comando. Numa ordem secundária de relevância, analistas norte-americanos referem que vários programas foram afectados pelo encerramento do governo que teve lugar nas últimas semanas, bem como por uma greve nas instalações da Boeing no estado de Illinois; ainda que estes dois factores não tenham sido citados oficialmente.
Importa recordar, neste ponto, que este não é o primeiro adiamento a afectar o programa MQ-25 Stingray, tendo em conta que o trabalho na plataforma não tripulada decorre desde 2018. Ao rever o seu historial, 2021 destacou-se como o ano de maior avanço, com progressos que incluíram testes no convés do porta-aviões USS George W. Bush. No entanto, em 2022 e 2023 houve uma escassez de notícias que indicassem progresso significativo, o que fez com que o objectivo original de alcançar a Capacidade Operacional Inicial no início de 2025 parecesse inviável.
Apesar dos vários atrasos, o drone continua a ser um sistema-chave para as estratégias futuras da Marinha dos EUA, com relatórios anteriores a indicarem a intenção de adicionar uma frota de, pelo menos, 76 unidades. Trata-se de uma plataforma caracterizada pela capacidade de operar a bordo de porta-aviões, oferecendo uma capacidade que actualmente é desempenhada por caças F/A-18 Super Hornet equipados com depósitos externos de combustível - uma tarefa para a qual não foram concebidos. Com a chegada do MQ-25, essas aeronaves poderão ficar libertas para o seu papel original, ao mesmo tempo que se reduz o desgaste a que estão sujeitas.
Imagens utilizadas apenas para fins ilustrativos
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