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Esta planta com flores pouco conhecida traz romantismo ao jardim quase todo o ano.

Mulher jovem a cultivar flores num vaso de barro num jardim ensolarado ao entardecer.

Muitos jardineiros amadores, no outono, acabam por conformar-se com canteiros desbotados e floreiras de varanda vazias. No entanto, existe uma planta que entra realmente em ação precisamente quando as outras já desistiram há muito. Um pequeno arbusto florífero, ainda pouco comum entre nós, dá cor durante meses a canteiros, vasos e terraços - e fá-lo com uma manutenção surpreendentemente reduzida.

Lantana, o arbusto de flores que faz o verão parecer não acabar

A planta chama-se Lantana e é originária da América Central, das Caraíbas e de algumas zonas da África do Sul. Nessas regiões cresce sob sol intenso, em solos secos e, por vezes, pobres - condições ideais para locais onde muitas plantas de jardim clássicas acabam mais cedo ou mais tarde por não resistir.

Nas nossas latitudes, a Lantana forma, consoante o clima, um arbusto compacto com cerca de 40 a 80 centímetros de altura. Em regiões muito amenas, pode tornar-se bastante maior. O que a distingue são as folhas verde-escuras, ligeiramente ásperas. Quando se passam as mãos por cima delas, libertam um aroma apimentado e especiado, que nem toda a gente aprecia à primeira, mas que combate de forma notável a monotonia do canteiro.

As verdadeiras protagonistas são as flores. Surgem em pequenas esferas densas e aparecem em misturas vivas de amarelo, laranja, rosa, vermelho ou violeta. O que as torna especiais é o facto de muitas variedades mudarem de cor ao longo do período de floração. Uma inflorescência começa amarela, passa por laranja e termina num rosa forte - numa única planta, formam-se quase pequenos ramos multicoloridos.

Quem vê a Lantana em plena floração percebe rapidamente porque é que os jardineiros lhe chamam “o camaleão do canteiro”.

Onde este florescer contínuo se destaca melhor

A Lantana adapta-se de forma surpreendente a contextos de jardim muito diferentes. O mais importante é um só: sol em abundância. É então que a planta mostra todo o seu potencial.

  • No jardim: ideal em canteiros soalheiros, junto a caminhos, diante de muros ou como sebe baixa e solta.
  • Na varanda e no terraço: em vasos grandes ou floreiras, como elemento de destaque, de preferência combinada com companheiras mais discretas.
  • Como planta de preenchimento: perfeita para animar temporariamente zonas despidas em bordaduras de vivazes.

Graças ao seu porte compacto, o arbusto mantém uma forma estável e não transmite sensação de excesso ou desordem. Quem preferir um aspeto mais arrumado pode podá-lo ligeiramente para lhe dar forma. Em vasos, pode até ser conduzida como uma pequena árvore de tronco, algo que resulta particularmente elegante em terraços.

Lantana, um íman para borboletas e abelhas

A Lantana conta-se entre as chamadas plantas melíferas, ou seja, espécies que oferecem bastante néctar. As bolas de flores densamente compactadas são, para muitos insetos, um verdadeiro banquete.

Em especial nos dias quentes, as borboletas visitam a planta em grande número. Também as abelhas silvestres e as abelhas-do-mel aproveitam a vasta oferta de néctar assim que outras plantas floridas vão perdendo intensidade no fim do verão e no outono. Quem quiser tornar o jardim mais amigo dos insetos está, por isso, a fazer uma escolha acertada com este arbusto florífero - mesmo em vaso, na varanda da cidade.

A isto junta-se mais um pormenor: no fim do verão e no outono, a Lantana desenvolve bagas escuras. Servem de alimento a muitas aves selvagens e trazem ainda mais movimento ao jardim. Para as pessoas, por sua vez, têm uma função muito diferente.

Floração quase todo o ano: como conseguir uma época longa com a Lantana

Em regiões amenas, a floração começa já no fim da primavera e prolonga-se até bem entrado o outono. Em locais particularmente abrigados, como pátios com invernos suaves ou junto a paredes viradas a sul, plantas já bem enraizadas mostram por vezes flores isoladas até no inverno.

Quem cultiva a Lantana em vaso e a mantém, durante os meses frios, num local claro e sem geada, pode, em condições ideais, ter a sensação de estar perante uma planta praticamente em floração contínua. Alguns exemplares fazem uma pausa mais curta no inverno, mas retomam depois com ainda mais vigor na primavera.

Com a localização certa, o arbusto parece ter-se esquecido do calendário - enquanto outras plantas já estão em repouso invernal, ele continua a produzir botões coloridos.

Os pontos de manutenção mais importantes para meses de floração

  • Muito sol: pelo menos seis horas de sol direto por dia, sendo preferível mais.
  • Solo bem drenado: de preferência arenoso ou mais pobre, evitando sempre o encharcamento.
  • Rega ajustada: melhor regar menos vezes, mas de forma abundante, deixando depois a terra secar um pouco.
  • Fornecimento de nutrientes: da primavera ao fim do verão, usar adubo para plantas de floração de duas em duas ou de três em três semanas.
  • Remoção das flores murchas: cortar regularmente as flores velhas e os pequenos frutos em formação, para estimular novos botões.

Como a Lantana passa o inverno no espaço de língua alemã

Este prolongado floração adora calor, mas não tolera de todo a geada. Em invernos típicos da Europa Central, a planta morre no exterior se ficar desprotegida. Quem quiser continuar a desfrutar dela durante mais tempo deve, por isso, planear desde o início uma estratégia para a estação fria.

Local Medida recomendada no inverno
Canteiro ao ar livre em zonas severas usar apenas como planta anual ou, antes da geada, desenterrar e colocar em vaso a tempo
Vaso grande na varanda/terraço antes das primeiras geadas, colocar numa divisão luminosa e sem geada (5–10 °C)
Região vinícola ou costeira de clima ameno testar junto a uma parede virada a sul com proteção de inverno; em geada forte, existe risco de danos

Antes de a levar para o local de inverno, vale a pena fazer uma poda moderada. Assim, a copa mantém-se mais compacta, a planta ocupa menos espaço e o rebentamento na primavera torna-se mais vigoroso. Durante o repouso invernal, regar apenas com parcimónia e não aplicar adubo.

Atenção: bonita, mas altamente tóxica

Apesar de todas as vantagens, a Lantana tem um inconveniente sério: todas as partes da planta são consideradas fortemente tóxicas. Isto aplica-se sobretudo às bagas e às folhas. Se forem ingeridas, podem provocar envenenamento grave em pessoas e animais de companhia.

Famílias com crianças pequenas, ou agregados com cães e gatos curiosos, devem escolher a localização com especial cuidado. O ideal é um canteiro elevado, o topo de um muro ou um canto a que crianças e animais não tenham acesso livre.

A Lantana comporta-se um pouco como um cocktail vistoso: é um destaque visual, mas não é para mãos de criança.

Dicas práticas sobre a Lantana: compra, escolha de variedades e combinações inteligentes

Quem quiser experimentar a planta pela primeira vez deve começar, de preferência, com um exemplar bem enraizado vindo de um viveiro. As plantas jovens que já apresentam as primeiras flores costumam entrar mais depressa em desenvolvimento. Em regiões com verões curtos, compensa comprar cedo, no fim da primavera, assim que as noites deixarem de trazer geada.

A gama de variedades cresce de ano para ano. Existem formas compactas para floreiras de varanda, tipos mais vigorosos para vasos grandes e linhas de cor homogénea, por exemplo em tons quentes de amarelo e laranja ou em combinações mais frescas de rosa e violeta. Muitos jardineiros amadores gostam de combinar a Lantana com:

  • gramíneas ornamentais, cujos caules finos criam um fundo sereno,
  • vivazes de flor branca, que suavizam visualmente a explosão de cor,
  • ervas aromáticas mediterrânicas como a alfazema ou o rosmaninho, que têm exigências de localização semelhantes.

Com estas combinações, criam-se canteiros que permanecem atrativos até ao fim do outono sem grande trabalho de manutenção, atraindo ao mesmo tempo insetos e aves.

Porque vale a pena experimentar a Lantana agora

Os modelos climáticos apontam, para a Europa Central, para períodos de verão cada vez mais longos e secos. Nessas condições, as vivazes clássicas de canteiro depressa chegam aos seus limites. A Lantana lida muito bem precisamente com esse cenário: muito sol, pouca água e solos bem drenados. Quem quiser tornar o jardim mais preparado para o futuro encontra nesta espécie um complemento interessante.

Outro aspeto é que muitas pessoas desejam mais cor na varanda ou no terraço, mas dispõem de pouco tempo para cuidados exigentes. A Lantana não leva a mal, de imediato, uma rega ocasionalmente esquecida e retribui alguma atenção com uma fase de floração invulgarmente longa. Quem levar a sério a sua toxicidade e escolher bem o local consegue, assim, trazer para casa um arbusto que ilumina claramente os dias cinzentos - seja no jardim, na varanda da cidade ou no pátio.

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