NASA pondera reparações pouco usuais para o Curiosity, incluindo pedras marcianas
O rover Curiosity, que explora o Planeta Vermelho desde 2012, sofreu danos graves numa das suas rodas. As novas imagens enviadas a partir de Marte mostram estragos significativos na roda central direita, o que está a preocupar a equipa da NASA.
Ao longo de 14 anos de operação, o Curiosity percorreu 36,6 quilómetros, ultrapassando largamente o percurso inicialmente previsto para a missão de dois anos. Ainda assim, a longa travessia por um terreno marciano difícil provocou desgaste nas suas finas rodas de alumínio, cujos primeiros sinais já tinham surgido em 2013.
Para travar esse desgaste, a NASA já tinha tomado medidas. Em 2017, o rover recebeu uma atualização de software com um algoritmo de controlo de tração que ajusta, em tempo real, a velocidade de cada roda, reduzindo a pressão sobre as pedras e melhorando a aderência.
Se os danos se tornarem críticos, a NASA poderá recorrer a soluções mais drásticas. Uma das hipóteses em análise é remover a parte danificada da roda com recurso a pedras marcianas. Esse procedimento foi testado no equivalente terrestre do Curiosity, o Scarecrow.
Para destacar a secção danificada da roda, a NASA desenvolveu duas manobras: "Twist and Shout" e "Pigeon Toe". Em ambos os casos, o objetivo é prender a roda avariada numa pedra e continuar a avançar até que a parte danificada se solte.
Apesar dos danos sérios, o Curiosity continua a cumprir a sua missão. A NASA sublinha que as rodas do rover conseguem resistir a estragos consideráveis sem perder mobilidade. No entanto, uma degradação adicional pode afetar os cabos no interior do rover, o que tornaria necessária a remoção da parte danificada.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário