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Nothing: a pequena marca que quer revolucionar os smartphones já sonha entrar na bolsa.

Pessoa a analisar gráfico financeiro no portátil e a segurar telemóvel num escritório acolhedor.

Nothing sonha entrar em Bolsa. O seu CEO afirma que a empresa está a fazer tudo para se preparar para uma IPO (dentro de 3 anos).

Os equipamentos da Nothing, a marca criada por Carl Pei - cofundador da OnePlus - não são necessariamente os mais avançados do mercado. E, por enquanto, as vendas continuam muito longe de se aproximarem dos volumes das grandes referências dos smartphones, como a Samsung, a Apple ou a Xiaomi. Ainda assim, a Nothing destaca-se por experimentar ideias novas numa altura em que quase todos os telemóveis parecem cada vez mais iguais. Entre as suas imagens de marca estão o design transparente e o sistema de iluminação no painel traseiro de alguns smartphones. Neste momento, a empresa também está fortemente focada em produtos integrados com IA.

Apesar de ainda ser uma marca de menor dimensão, a Nothing é vista como um projecto com potencial. Um indicador disso é que, desde a sua criação, já angariou 450 milhões de dólares, segundo a TechCrunch. Este valor inclui os 200 milhões de dólares obtidos numa ronda de financiamento Série C, em Setembro. Além disso, a startup já está a apontar à entrada em Bolsa. Essa intenção foi revelada pelo seu CEO, Carl Pei, numa mensagem enviada à TechCrunch, onde explicou que a Nothing está, actualmente, a preparar-se para estar pronta para uma IPO dentro de três anos.

IPO da Nothing: antes disso, a empresa vai voltar a angariar fundos junto da comunidade

O momento escolhido (para a entrada em Bolsa) vai depender das condições do mercado e do que fizer mais sentido para a empresa nessa altura”, referiu também Carl Pei, de acordo com a TechCrunch. Em paralelo, a Nothing já está a desenvolver os sistemas, a governação e a disciplina financeira necessários para uma empresa cotada em Bolsa.

Até lá, a Nothing planeia angariar 5 milhões de dólares junto da sua comunidade. Um responsável explicou que o objectivo desta iniciativa não é, propriamente, captar capital, mas sim dar aos fãs a oportunidade de investir enquanto a Nothing ainda não está cotada em Bolsa.

Para tornar viável uma IPO, empresas como a Nothing tendem a reforçar processos internos e a forma como reportam resultados, criando rotinas de controlo e prestação de contas semelhantes às exigidas pelo mercado. Isso inclui preparar equipas e procedimentos para operar com maior transparência e consistência financeira - algo que costuma ser determinante para ganhar credibilidade junto de investidores.

Ao mesmo tempo, a ambição de entrar em Bolsa indica que a Nothing pretende escalar a sua estratégia de diferenciação num sector muito competitivo. Se conseguir manter uma identidade própria - como o design transparente e a aposta em funcionalidades com IA - enquanto aumenta volumes e consolida a sua governação, a empresa poderá chegar ao momento da IPO em condições mais sólidas, dependendo do contexto do mercado.

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