A quarta semana de janeiro arrancou com combustíveis mais caros e, segundo fontes do setor, a tendência deverá manter-se na derradeira semana do mês, com nova subida tanto no gasóleo simples como na gasolina simples.
De acordo com as estimativas divulgadas, e à semelhança do que aconteceu na semana anterior, o gasóleo simples deverá voltar a ser o mais penalizado, com um agravamento na ordem dos 1,5 cêntimos por litro. Já a gasolina simples deverá registar um aumento mais contido, de cerca de 0,5 cêntimos por litro (fonte: ACP).
Caso estes valores se confirmem, os preços médios deverão situar-se nos seguintes patamares:
| Combustível | Variação estimada | Preço médio estimado |
|---|---|---|
| Gasóleo simples | + 1,5 cênt./l | 1,573 €/l |
| Gasolina simples | + 0,5 cênt./l | 1,667 €/l |
A projeção do preço dos combustíveis é feita com base nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores reportados na passada quinta-feira, 22 de janeiro.
Importa ainda sublinhar que os números divulgados pela DGEG já refletem os descontos praticados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo atualmente aplicadas.
Ainda assim, estes valores não correspondem necessariamente ao que irá pagar no posto de abastecimento. Tratam-se de referências médias e indicativas, uma vez que cada revendedor mantém autonomia para definir preços de acordo com a sua política comercial e a concorrência local.
Medidas do governo em vigor e impacto no preço dos combustíveis
Desde 2022 que se mantêm medidas do Governo em vigor para atenuar a subida do preço dos combustíveis, com especial incidência no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Contudo, esse conjunto de medidas tem vindo a ser desfeito de forma gradual, também por imposição da União Europeia.
No final de novembro, o valor unitário do ISP foi atualizado, passando para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros no gasóleo.
Na prática, esta revisão traduziu-se num aumento do imposto por litro de aproximadamente 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.
Com estas mudanças, o chamado «desconto fiscal» encolheu e, apesar da descida que tem sido observada no preço dos combustíveis, os consumidores em Portugal acabam por não sentir esse alívio na totalidade.
O que mais influencia o preço no posto
Para além do ISP e do IVA, o valor final pago pelo consumidor é fortemente condicionado pela cotação internacional do petróleo e dos produtos refinados, pela evolução do câmbio euro/dólar e pelos custos de logística e distribuição. Por isso, mesmo quando os indicadores apontam para um determinado valor médio, podem existir diferenças relevantes entre regiões, marcas e até entre postos próximos.
Vale também a pena comparar preços antes de abastecer: as variações por litro, quando multiplicadas por um depósito completo, podem representar uma diferença significativa no total. Planeamento de abastecimentos, escolhas de trajetos e hábitos de condução mais eficientes são medidas simples que ajudam a amortecer o impacto de qualquer subida no preço dos combustíveis.
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