Esta semana na ciência: a NASA deu início a uma missão lunar histórica; especialistas norte-americanos atualizaram recomendações para o colesterol; arqueólogos descrevem o que pode ser o conjunto de “dados” mais antigo do mundo; e há ainda novidades sobre Alzheimer, prevenção cardiovascular e perda de peso.
Antes de aplicar conclusões ao seu dia a dia - sobretudo em temas de saúde - vale a pena confirmar se os resultados foram replicados, qual o tamanho do estudo e se existem limitações importantes. Diretrizes clínicas e ensaios bem desenhados tendem a oferecer um nível de confiança maior do que estudos pequenos e isolados.
Confirmado: a missão lunar NASA Artemis II descolou - imagens e pormenores mais recentes
A NASA lançou com sucesso, na quarta-feira, a missão Artemis II, levando quatro astronautas a orbitar a Lua - algo que não acontecia há mais de 50 anos.
A viagem deverá afastar seres humanos da Terra mais do que alguma vez se conseguiu, ultrapassando o máximo alcançado pela tripulação da Apollo 13, em 1970.
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Cardiologistas dos EUA publicam novas diretrizes para detetar e gerir o colesterol
Cardiologistas nos Estados Unidos divulgaram novas orientações dirigidas a doentes e profissionais de saúde para melhorar a deteção e o controlo do colesterol elevado.
As recomendações foram elaboradas por especialistas do American College of Cardiology e da American Heart Association, substituindo as diretrizes publicadas por estas entidades em 2018.
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Nova estratégia de tratamento da doença de Alzheimer reverte declínio cognitivo em ratinhos
Um composto chamado FLAV-27 mostrou potencial para inverter o declínio cognitivo em ratinhos com doença de Alzheimer, ao atuar sobre um mecanismo específico.
Ao que tudo indica, este composto funciona de forma mais abrangente do que abordagens anteriores: em vez de se limitar a combater placas proteicas, “recua” para intervir em alterações mais a montante na expressão génica, que podem alimentar a progressão da doença por várias vias.
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Cientistas poderão ter encontrado os “dados” mais antigos do mundo - artefactos com mais de 12.000 anos
A análise de artefactos indígenas norte-americanos poderá ter identificado os “dados” mais antigos de que há registo, com uma antiguidade superior a 12.000 anos.
Estas peças de jogo, potencialmente recordistas, teriam sido usadas por caçadores-recolectores perto do final da última era glaciar, ficando assim muitos milhares de anos à frente de outros objectos anteriormente considerados candidatos a “dados”.
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3 mudanças diárias simples podem reduzir o risco de enfarte e AVC
Um novo estudo sugere que apenas três ajustes fáceis no estilo de vida podem diminuir de forma acentuada o risco de enfarte: dormir mais, fazer mais exercício e comer mais legumes todos os dias.
Com base numa análise de 53.242 participantes, com idade média de 63 anos, os dados indicaram que acrescentar mais 11 minutos de sono, mais 4,5 minutos de atividade física moderada a vigorosa e cerca de 60 ml (1/4 de chávena) de legumes por dia esteve associado a uma redução de 10% - ao longo de oito anos - no risco de eventos cardiovasculares major, incluindo enfarte, AVC e insuficiência cardíaca.
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Combinação inesperada de fármacos pode potenciar a perda de peso em mulheres mais velhas
Um estudo de pequena dimensão com mulheres medicadas com o fármaco GLP-1 tirzepatida observou que a perda de peso foi 35% maior entre quem, em simultâneo, fazia terapêutica hormonal.
“Se for confirmado, este trabalho poderá acelerar o desenvolvimento e a adoção de novas estratégias, baseadas em evidência, para reduzir este risco em milhões de mulheres pós-menopáusicas que atravessam esta fase da vida”, afirma a endocrinologista Maria Daniela Hurtado Andrade.
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Por fim, uma nota prática: quando surgem resultados promissores (por exemplo, em modelos animais ou em amostras reduzidas), é frequente serem necessários estudos maiores e mais longos para perceber benefícios reais, efeitos adversos e para quem é que a abordagem funciona melhor. Isso ajuda a separar avanços sólidos de conclusões prematuras.
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