A Bugatti poderá deixar de estar nas mãos da Porsche AG e do Rimac Group, se Mate Rimac - diretor executivo do grupo croata - conseguir comprar a posição detida pela Porsche AG.
A razão foi explicada de forma direta pelo próprio: “Quero conseguir tomar decisões e investir a longo prazo sem ter de explicar tudo a 50 pessoas”.
Negociações de Mate Rimac com a Porsche AG para a Bugatti Rimac
O fundador da empresa croata confirmou que está em conversações para adquirir a participação de 45% que a Porsche AG possui na empresa conjunta Bugatti Rimac. “Não é segredo que estamos em negociações”, afirmou. De acordo com a Bloomberg, as partes poderão alcançar um entendimento no próximo ano.
Entretanto, já terá sido apresentada uma proposta inicial para a compra desses 45% pertencentes à marca de Estugarda. Segundo fontes próximas do processo (citadas em abril), essa oferta colocava a avaliação da empresa conjunta em pouco mais de mil milhões de euros.
Rimac reconheceu, ainda, que este tipo de processo raramente é simples: “Negociar com uma empresa envolve sempre muitos fatores, e é um tema emocional”.
Uma eventual alteração do controlo acionista poderá ter impacto na rapidez com que são tomadas decisões estratégicas, sobretudo num segmento em que os ciclos de desenvolvimento são longos e os investimentos exigem compromisso continuado. Para marcas de hipercarros, o calendário de novos modelos, a engenharia de base e a capacidade de assumir riscos tecnológicos tendem a depender fortemente do modelo de governação e de quem tem a palavra final.
Também é expectável que o mercado acompanhe de perto qualquer mudança, já que a exclusividade - tanto na produção como no posicionamento - faz parte do valor da Bugatti. Em operações desta natureza, a perceção de continuidade (na marca, nos produtos e na visão) pode ser tão determinante como os próprios termos financeiros.
Empresa conjunta Bugatti-Rimac
A Bugatti Rimac foi criada em 2021, resultando da parceria entre a Rimac e a Porsche, com a missão de desenvolver e fabricar hipercarros. Neste momento, a Rimac controla 55% da empresa conjunta, enquanto a Porsche AG mantém os restantes 45%, tal como referido anteriormente.
O entendimento procurava juntar o prestígio histórico da marca francesa à inovação elétrica associada à Rimac, garantindo simultaneamente a independência de ambas as marcas e a natureza exclusiva dos modelos. Ainda assim, no ano passado, a Porsche terá tentado passar a deter uma posição maioritária na empresa, mas a operação acabou por não avançar.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário