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Portagens mais caras em 2026. Saiba quanto poderão aumentar

Pessoa dentro de carro a pagar portagem eletrónica numa estação de portagem numa autoestrada.

Os preços das portagens nas autoestradas portuguesas deverão registar um aumento de 2,3% a partir de janeiro de 2026, acompanhando a inflação homóloga apurada sem habitação, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A inflação homóloga - que compara os preços de outubro deste ano com os do mesmo mês do ano passado - abrandou para 2,3%, assinalando o segundo mês consecutivo de desaceleração. Em setembro, a taxa tinha-se fixado em 2,4%.

Portagens nas autoestradas portuguesas: de que forma a inflação homóloga influencia os preços?

De acordo com o que está previsto no Decreto-Lei n.º 294/97, de 24 de outubro, a atualização anual das portagens é calculada com base na inflação homóloga de outubro, excluindo o componente da habitação. Este ano, esse indicador situou-se em 2,2%. A esse valor soma-se ainda 0,1 pontos percentuais, tal como ficou definido no entendimento alcançado em 2023 entre o Governo e as concessionárias, perfazendo assim uma subida estimada de 2,3%.

Deste modo, aponta-se para que o aumento de preço das portagens em 2026 seja de 2,3%.

Prazos, propostas das concessionárias e decisão do Governo

A partir deste enquadramento, as empresas concessionárias dispõem até 15 de novembro para remeter ao Governo as respetivas propostas de atualização de preços. Depois de recebidas, o Executivo tem 30 dias para se pronunciar.

Só concluída esta tramitação administrativa é que ficará determinado o valor final a aplicar em cada troço de autoestrada, pelo que o aumento concreto poderá variar consoante a via e a concessão.

Nem todas as concessões seguem exatamente o mesmo diploma: o caso da Lusoponte

Apesar de o Decreto-Lei n.º 294/97 definir o regime geral, existem concessões que não estão abrangidas por este enquadramento em termos estritos. Um exemplo é a Lusoponte, que segue o mesmo princípio de atualização pela inflação, mas usando como referência os dados de setembro, tal como estabelece o Decreto-Lei n.º 87-A/2022.

Atualização das portagens até 2027

O modelo de atualização das portagens indexado à inflação, com o acréscimo de 0,1 pontos percentuais, deverá manter-se em vigor até 2027, conforme o acordo firmado pelo Governo liderado por António Costa. O objetivo desta solução foi suavizar o efeito de variações bruscas nas tarifas, assegurando maior previsibilidade para quem utiliza as autoestradas e, em simultâneo, condições de sustentabilidade para as concessionárias.

Para os utilizadores, este tipo de regra tende a permitir um planeamento mais estável dos custos de deslocação, sobretudo para quem faz trajetos frequentes (por motivos profissionais ou familiares). Ainda assim, o impacto final no orçamento dependerá do número de passagens, dos percursos escolhidos e do peso das portagens no total das despesas mensais.

Em termos práticos, quando as atualizações forem confirmadas, poderá compensar comparar alternativas de rota (incluindo itinerários sem portagem, quando existam) e acompanhar eventuais regimes de descontos, campanhas ou modalidades específicas de pagamento que algumas concessões possam disponibilizar, uma vez que estes fatores também influenciam o custo efetivo por viagem.

Confirmação oficial pelo INE

A leitura final do INE será publicada a 12 de novembro e deverá validar os valores agora estimados, passando a constituir a referência oficial para a revisão das tarifas de portagem no próximo ano.

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