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Este era o brinquedo a ter para jovens de uma certa idade

Carro de corrida de controlo remoto azul, rosa e amarelo numa mesa branca, com comando preto ao lado.

A internet pode assumir mil formas, mas de vez em quando oferece-nos pequenas cápsulas de felicidade. Na redacção da Razão Automóvel voltámos a esbarrar num anúncio antigo que, para muita gente, foi sinónimo do brinquedo supremo no final dos anos 80 e início dos anos 90: o Nikko Turbo Phanter.

Nikko Turbo Phanter: o carro telecomandado que fez história

Na altura, aquele carro telecomandado à distância parecia coisa de outro mundo: não se limitava a rolar no chão - aventurava-se pela terra e ainda por cima saltava. Para as mentes jovens (e facilmente impressionáveis) desses anos, a conclusão era inevitável: tinha de haver um Nikko Turbo Phanter lá em casa.

Antes de se falar em “unboxings” e “reviews”, havia um momento decisivo que ficou gravado na memória colectiva: o anúncio que marcou uma geração inteira.

Quem sonhava com um, “massacrava” os pais até ao limite. E quem o conseguia, ganhava automaticamente estatuto: passava a ser o “maior” da rua.

Havia também o lado mítico da coisa. Conta a lenda que as pilhas duravam apenas cinco minutos - mas eram, sem exagero, os melhores cinco minutos de sempre. Quem não tinha, ficava a ver e a desejar. E torcia para que o amigo (que, naquele instante, passava a ser o melhor de sempre) deixasse pegar no comando e pilotar aquela máquina furiosa que chegava aos 20 km/h (!).

Nem todos, porém, tinham a mesma sorte. Em vez do original, alguns acabavam por receber uma cópia barata do Nikko Turbo Phanter… daquelas em que carro e comando vinham ligados por fio, o que tirava grande parte da magia e da liberdade.

Hoje, rever estas relíquias lembra-nos outra realidade: o encanto estava tanto na brincadeira como no ritual - escolher o “terreno”, improvisar rampas, competir por turnos e, claro, discutir quem tinha feito o salto mais épico. Para muitos, o Nikko Turbo Phanter não era apenas um brinquedo; era uma espécie de bilhete para a imaginação e para uma infância passada ao ar livre.

E se a memória das pilhas rápidas continua viva, também fica a nota prática que quase ninguém dizia na altura: ter um stock de pilhas (e saber trocá-las depressa) era meio caminho andado para manter a lenda acesa - nem que fosse só por mais cinco minutos.

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