É quase uma tradição de fim de ano: juntar num só artigo todos os modelos que desaparecem em 2026. Na contagem deste ano, ultrapassámos a barreira dos 20 automóveis que já saíram de cena ou que estão prestes a fazê-lo.
Para um modelo entrar nesta seleção, há uma regra clara: não pode existir um sucessor direto e imediato para tomar o seu lugar. É por isso que o Renault Arkana, ao terminar a sua carreira sem substituto anunciado, entra nesta lista. Já a primeira geração do Volkswagen T-Roc, por ser substituída pela segunda geração, fica de fora.
Nem todas as despedidas pesam da mesma forma. Algumas vão custar a engolir, sobretudo para os apaixonados por automóveis; outras, pelo contrário, dificilmente deixarão saudades e talvez passem quase despercebidas.
Antes de chegar à galeria que se segue com os modelos que desaparecem em 2026, vale a pena explicar alguns casos fora do padrão. E são especiais porque, em teoria, o seu destino estava fechado: a produção terminava em 2025 e não haveria regresso.
Só que 2025 acabou por ser um ano de viragem, especialmente duro para os construtores europeus - uma verdadeira tempestade perfeita. Entre tarifas norte-americanas, uma descida acentuada das vendas na China e resultados dos elétricos abaixo do esperado, muitos planos tiveram de ser reavaliados.
A fechar o ano, surgiu ainda um ajuste relevante: a Comissão Europeia deu um pequeno passo atrás nas metas de emissões apontadas para 2035. Esta alteração obriga marcas e grupos a reverem estratégias, numa altura em que vários construtores já tinham recuado nas suas próprias metas de vendas de elétricos para o final da década. Manter o rumo neste contexto exige paciência e resiliência - e, em vários casos, levou mesmo a reverter decisões que pareciam definitivas.
É aqui que entram a Alfa Romeo e a Porsche: depois de encerrarem a produção de alguns dos seus modelos a combustão mais desejados, comunicaram recentemente que esses mesmos automóveis voltarão a ser produzidos durante 2026.
No caso da Alfa Romeo, está previsto o regresso das versões Quadrifoglio do Giulia e do Stelvio - sempre equipadas com o 2.9 V6 biturbo. Já na Porsche, voltam os 718 Cayman e 718 Boxster a combustão, que irão coexistir com o respetivo sucessor elétrico, cuja revelação deverá acontecer em 2026.
Vale também recordar que o fim de produção de um modelo não significa, necessariamente, o fim imediato da sua presença no mercado. Entre stocks de concessionário, unidades em trânsito e campanhas de escoamento, é comum que alguns destes automóveis ainda estejam disponíveis durante meses - por vezes com níveis de equipamento específicos de “fim de série”.
Para quem pondera comprar um dos últimos exemplares, há detalhes práticos que ganham importância: disponibilidade futura de peças, custos de manutenção, valor de revenda e até eventuais limitações de circulação em centros urbanos (dependendo das políticas locais). Em certos casos, os derradeiros modelos a combustão podem tornar-se mais apelativos para colecionadores; noutros, o interesse esmorece rapidamente quando surgem alternativas mais modernas.
Modelos que desaparecem em 2026
Com estas exceções esclarecidas, fica o enquadramento feito para conhecer os modelos que desaparecem em 2026.
Mais despedidas para 2026
Para além do que já foi referido, há ainda alguns nomes que deverão integrar a lista definitiva do próximo ano. Ficam desde já mencionados para quem quiser garantir a compra de uma das últimas unidades: Toyota GR Supra, BMW Z4, Volkswagen Touareg, Audi A1 e Audi Q2.
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