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Última semana do mês traz subida no preço do gasóleo

Pessoa a abastecer combustível num carro branco numa bomba de gasolina ao final do dia.

De acordo com as estimativas do setor, a última semana de fevereiro deverá marcar uma inversão face às semanas anteriores: prevê-se uma subida de 1 cêntimo no preço do gasóleo simples e a manutenção do valor da gasolina simples.

A confirmarem-se estas projeções, o preço médio do gasóleo simples deverá avançar para 1,591 €/l, enquanto a gasolina simples deverá continuar nos 1,684 €/l.

Como é calculado o preço dos combustíveis (DGEG)

A estimativa do preço dos combustíveis assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), tomando como referência, neste caso, os valores divulgados na passada quinta-feira, 19 de fevereiro.

Os números apresentados pela DGEG já refletem os descontos aplicados pelas gasolineiras, bem como as medidas do Governo que se encontram atualmente em vigor.

Ainda assim, é importante sublinhar que estes valores não correspondem necessariamente ao que irá pagar no posto de abastecimento. Tratam-se de referências médias e indicativas, uma vez que os revendedores mantêm autonomia para definir os preços de acordo com a sua própria estratégia comercial.

Evolução do preço dos combustíveis: gasóleo simples e gasolina simples

Apesar de serem divulgados valores médios, na prática o preço final pode variar significativamente entre marcas, localizações e tipos de posto (autoestrada, hipermercado, posto de bairro). Por isso, mesmo com uma estabilização na gasolina simples e uma subida no gasóleo simples, pode encontrar diferenças relevantes no valor por litro consoante a zona do país.

Além disso, o preço pago pelo consumidor é influenciado por fatores como a cotação internacional dos produtos refinados, custos logísticos e margens comerciais. Estas componentes, combinadas com a carga fiscal, ajudam a explicar porque nem sempre as oscilações observadas numa semana se traduzem de forma igual em todos os postos.

As medidas do Governo em vigor

Desde 2022 que se mantêm medidas do Governo destinadas a aliviar o aumento do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, essas medidas têm vindo a ser progressivamente revertidas, também por orientação e enquadramento da União Europeia.

No final de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado, passando para 497,52 euros por cada 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1 000 litros no gasóleo.

Esta revisão traduz-se num agravamento fiscal aproximado de 1,6 cêntimos por litro na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos por litro no gasóleo.

Com esta atualização, o chamado «desconto fiscal» continua a encolher e, mesmo quando se verifica uma descida no preço dos combustíveis, os consumidores acabam por não sentir essa redução na totalidade, uma vez que parte do alívio é absorvida pela diminuição gradual das medidas em vigor.

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