A celebração do 1.º de maio promovida pela UGT em Oeiras decorreu esta tarde no Centro Desportivo do Jamor, reunindo vários sindicatos da central com pequenas barracas e bandeiras espalhadas pelo recinto. Em destaque, via-se o lema do dia: "Trabalho com direitos é trabalho com futuro".
Reforma laboral domina intervenção de Mário Mourão na festa da UGT
O momento político do encontro ficou centrado na reforma laboral. O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, falou ladeado por dirigentes de diferentes sindicatos e sublinhou que a organização está, segundo disse, mais coesa do que nunca em torno dos seus objetivos estratégicos.
Na intervenção, afirmou que as tentativas de dividir a UGT não tiveram efeito e colocou no executivo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) a responsabilidade pelo desfecho das negociações da reforma laboral na Concertação Social.
A dado ponto, reforçou a linha de resistência da central sindical às mudanças que o Governo considera serem as "traves mestras" do processo em negociação, afirmando: "A UGT não cedeu. A UGT não vai ceder perante aquilo que são as traves mestras do Governo", frase que mereceu aplausos de quem assistia.
Mourão criticou ainda a versão mais recente do pacote apresentada pelo Governo aos parceiros sociais, que, disse, "continua a ser profundamente danosa para os trabalhadores". Acrescentou que, na sua perspetiva, as alterações propostas não vão dar resposta nem aos problemas de quem trabalha, nem às dificuldades das empresas.
Quim Barreiros anima o Jamor e puxa pelo público: "UGT! UGT!"
Logo após o discurso de Mário Mourão, Quim Barreiros entrou em palco e tornou-se a figura que levou mais gente para a zona em frente ao palco. Com o acordeão a tiracolo, dirigiu-se ao público num tom descontraído, lembrando que "quem quer cantar, canta" e que "quem quer dançar, dança".
O concerto, com cerca de uma hora, começou depois das 16 horas e trouxe os ritmos habituais do cantor, com muitos braços no ar e uma fila animada de populares a dançar. O próprio Quim Barreiros chamou a essa sequência de dança o "comboio da UGT" e incentivou a assistência com o grito "UGT! UGT!".
Enquanto a atuação decorria, a maior concentração de pessoas manteve-se junto ao palco. Ainda assim, noutras áreas do recinto também havia atividade, com crianças e adultos a jogar futebol nos campos do centro desportivo.
Presenças políticas e críticas ao pacote laboral
Também com críticas à reforma laboral, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, marcou presença na festa depois de ter passado pela manifestação da CGTP, em Lisboa. Esteve acompanhado por Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras.
No Jamor, antes do discurso de Mário Mourão, José Luís Carneiro falou aos jornalistas e desafiou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a retirar o pacote laboral, por considerar que é ofensivo para os trabalhadores.
Depois do concerto, rock, dispersão e barracas de comida
Após Quim Barreiros, a programação prosseguiu com o rock da banda portuguesa Buzz Killers, embora, nessa altura, grande parte do público já se tivesse afastado.
Houve quem saísse do recinto, quem aproveitasse para desmontar a barraca do respetivo sindicato e quem ficasse nas zonas de comes e bebes. Nas bancas era possível encontrar gelados, caipirinha, choco frito, pregos em bolo do caco, hambúrgueres e farturas.
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