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Ataques israelitas no Sul do Líbano fazem doze mortos, diz Ministério da Saúde libanês

Homem ajuda mulher com véu e criança a entrar numa carrinha branca com símbolo de cruz vermelha numa área residencial.

Doze pessoas, entre as quais uma criança, morreram esta sexta-feira na sequência de ataques israelitas contra várias localidades no Sul do Líbano, segundo um comunicado do Ministério da Saúde libanês.

Ataques israelitas em Habboush após aviso de evacuação

O balanço mais pesado ocorreu na aldeia de Habboush: oito pessoas, incluindo uma criança, perderam a vida e outras 21 ficaram feridas, entre as quais duas crianças. O Exército israelita tinha ordenado a evacuação desta localidade, apesar do cessar-fogo.

A agência noticiosa oficial libanesa (ANI) referiu “uma série de ataques intensos (...) pouco menos de uma hora após o aviso” emitido por Israel. No terreno, um fotógrafo da agência France-Presse (AFP) observou colunas de fumo a elevar-se após os bombardeamentos.

Zrariyé e outros bombardeamentos no Sul, incluindo Tiro

Ainda na sexta-feira, um outro ataque atingiu a aldeia de Zrariyé, na região de Saïda, provocando mais quatro mortos e quatro feridos, entre os quais uma criança e uma mulher, precisou o ministério durante a noite.

A ANI tinha também noticiado anteriormente a realização de outros ataques aéreos e disparos de artilharia contra diferentes localidades do Sul, incluindo um ataque à cidade costeira de Tiro, apesar do cessar-fogo entre o Hezbollah pró-iraniano e Israel, em vigor desde 17 de abril.

Cessar-fogo, zona de 10 quilómetros e operações no terreno

Na quinta-feira, 17 pessoas tinham sido mortas em ataques no Sul, numa área onde as forças israelitas instituíram uma zona de dez quilómetros a partir da fronteira. Esta faixa está vedada ao acesso da Imprensa e da população e é o local onde decorrem operações de demolição.

De acordo com a ANI, foram assinaladas destruições em Shamaa e também em Yaroun, onde terão sido demolidos um mosteiro, uma escola privada, habitações, estabelecimentos comerciais e estradas.

Israel sustenta que pretende salvaguardar a sua região Norte face ao Hezbollah, que continua a reivindicar ataques contra posições israelitas no Líbano e, com menor frequência, contra o território israelita.

Ao abrigo do acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se “o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planeados, iminentes ou em curso”, uma cláusula contestada pelo Hezbollah.

O Exército israelita anunciou na quinta-feira a morte “em combate” de um dos seus soldados no Sul do Líbano, a quarta desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Mais de 2600 mortos

O Ministério da Saúde libanês actualizou esta sexta-feira o total de vítimas, indicando que mais de 2.600 pessoas morreram desde o reatar das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, a 2 de março, num contexto de guerra no Médio Oriente. Segundo a mesma fonte, 103 socorristas estão entre os mortos.

"Que uma pessoa que tenta salvar vidas, aliviar o sofrimento humano, possa ser alvo de ataques (...) é algo que considero absolutamente inaceitável", afirmou aos jornalistas, perto de Beirute, o secretário-geral adjunto da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Xavier Castellanos.

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