A final da Taça A. F. Porto está já aí e antevê-se carregada de emoção (amanhã, às 16 horas, com transmissão em A Bola TV). Frente a frente estarão Ermesinde e Vilarinho, ambos da Liga Pro, com o mesmo objetivo: conquistar um troféu.
Final da Taça A. F. Porto em Penafiel
No Estádio 25 de Abril, em Penafiel, a mobilização em torno do Ermesinde promete ser expressiva. Só do lado do emblema de Ermesinde são esperadas 2200 pessoas, numa tarde em que o clube acredita num ambiente de casa cheia. "Estamos a contar com a lotação esgotada. Mas também temos preparada uma fanzone, no parque urbano da cidade, para quem não conseguir ir ao estádio. Nota-se uma cidade mobilizada. Nos cafés há cartazes espalhados e muita gente a conversar", contou, ao JN, Pedro Cunha, presidente do Ermesinde desde julho.
Do outro lado estará o Vilarinho, também do mesmo escalão e igualmente a sonhar alto.
Caminho do Ermesinde até à final
Para garantir presença no derradeiro encontro, o Ermesinde teve de ultrapassar Crestuma, Foz, Aliados Lordelo, Nuno Álvares e Rio Tinto - com três desses adversários a competirem igualmente na Liga Pro. Esta campanha na prova aconteceu numa época marcada por alterações profundas no grupo de trabalho.
"Saiu 90% do plantel da época passada. A equipa técnica agarrou-se ao conhecimento de miúdos com ambição e potencial para tentar uma manutenção tranquila. No início éramos pouco experientes, houve dificuldades, mas acreditei no que estávamos a fazer. Nos primeiros jogos fizemos sete de nove pontos possíveis e toda a gente foi confiando mais", explicou o treinador Ricardo Barros.
Ermesinde, renovação do plantel e época na Liga Pro
O bom início ajudou a construir uma temporada sem sobressaltos, que se traduziu no oitavo lugar da classificação. Ainda assim, o técnico não esconde que a fasquia pode subir na reta final: "Vamos tentar ficar no top-5 porque 80% do campeonato estivemos lá", afirmou, reforçando também a ambição de vencer a final frente ao Vilarinho.
"Este 12.º jogador tem ajudado muito. Os jogadores fizeram despertar a cidade e agora têm a responsabilidade de fazê-la sorrir. Sabemos que o Vilarinho não está a ter muita sorte, mas tem o seu valor e os jogadores têm de estar ao mais alto nível", atirou.
Metas da direção e o sonho dos nacionais
Para Pedro Cunha, o favoritismo está do lado do seu clube: "o Ermesinde é favorito". O dirigente apontou ainda objetivos para o futuro próximo, como dar continuidade à estabilização financeira, fazer crescer o número de sócios, avançar com uma equipa sénior feminina e, eventualmente, abrir portas ao futsal.
Entre essas metas, mantém-se também uma ambição assumida sem rodeios: "Não vou mentir, tenho o sonho que o Ermesinde volte aos nacionais".
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