A Audible, gigante do áudio e empresa do grupo Amazon, abriu na sexta-feira, em Nova Iorque, um espaço anunciado como a primeira "livraria sem livros", totalmente centrada em audiolivros.
A "Audible Story House" e a ideia de uma "livraria sem livros"
Na "Audible Story House", instalada no Lower East Side, no sul de Manhattan, não há aroma a papel nem montes de romances espalhados por mesas.
O projecto é, nas palavras do director executivo da Audible, Bob Carrigan, "uma ideia um pouco louca", como admitiu durante a apresentação.
"Perguntámo-nos como dar vida aos audiolivros num ambiente onde se possa descobrir novas obras e conhecer pessoas que se interessam por grandes narrativas", explicou.
Como se descobrem audiolivros no espaço
Em vez de livros físicos, o local apresenta cartuchos de áudio arrumados em expositores, prontos a serem colocados num leitor para uma escuta feita exclusivamente com auscultadores. Cada cartucho permite ouvir um excerto, com a duração de alguns minutos, do título seleccionado. Para aceder à versão integral do livro áudio, é preciso recorrer à aplicação móvel Audible.
A plataforma disponibiliza subscrições pagas, a opção de compra avulsa e ainda o acesso gratuito a inúmeros títulos para quem possui uma conta Amazon.
Bar, sala de audição e programação de eventos
Além da área principal, a livraria inclui um bar no piso superior e uma sala de audição sem auscultadores, equipada com várias colunas, onde os visitantes se podem deitar.
O espaço conta também com o 'listening bar' e com o "story tender" - um trocadilho que cruza história (story) com barman (bartender) - e que, segundo a Audible, "orientará os visitantes para encontrar o audiolivro perfeito de acordo com os seus gostos e interesses".
Pensado como um ponto de intercâmbio e encontro, o local vai receber dezenas de iniciativas no primeiro mês, incluindo mesas redondas e sessões em que autores conversam com o público.
De acordo com a filial da Amazon, o conceito da "Audible Story House" procura "aproveitar a nostalgia e o sentido de comunidade associados ao mundo dos livros, ao mesmo tempo que o adapta à época".
A Audible pretende, em particular, captar o público mais jovem, "saturado de conteúdos digitais" e à procura de "interações no mundo real".
Segundo a Associação Americana de Editores de Áudio (APA), as vendas de audiolivros nos Estados Unidos chegaram a 2,22 mil milhões de dólares em 2024, um valor que praticamente duplicou em cinco anos (+85%).
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