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Primeiro veio o espetáculo de combate; agora isto: os robôs Unitree querem ultrapassar Usain Bolt já no verão de 2026.

Robô em forma de cão simula corrida numa pista de atletismo com atleta humano ao fundo.

Об этом рассказал глава компании

Se há poucos anos a conversa sobre robôs rápidos parecia mais ficção científica do que outra coisa, a Unitree já está a colocar a fasquia num terreno bem concreto: a pista dos 100 metros. Wang Xingxing, fundador da Unitree Technology, diz que, embora neste momento os robôs ainda não consigam ultrapassar humanos na prova, a expectativa é que, a meio deste ano, robôs em todo o mundo - sobretudo na China - passem a correr mais depressa do que pessoas, “até mais rápido do que Usain Bolt”, com um tempo aos 100 metros abaixo dos 10 segundos.

Quando lhe perguntaram quando chegaria o momento de “inteligência incorporada” ao estilo do ChatGPT, Wang Xingxing respondeu que ainda falta um pouco. Na sua opinião, há vários entraves principais: em primeiro lugar, o maior problema está na falta de capacidade de generalização dos modelos de IA. É preciso melhorar as capacidades de generalização e de expressão dos robôs humanoides e da inteligência incorporada, bem como aumentar a diversidade de movimentos dos robôs.

Em segundo lugar, está a questão dos dados. Atualmente, a robótica enfrenta uma forte escassez de dados, e será necessário tirar melhor partido dos dados limitados que já existem. Em terceiro lugar, é preciso reforçar ainda mais o efeito de escalabilidade no treino com aprendizagem por reforço.

Wang Xingxing acredita que, embora ainda não seja “já amanhã”, isso vai acontecer em breve. Como explicou: “Alguns são otimistas e acham que pode demorar 18 meses. Eu sou mais pessimista e penso que pode levar 2–3 anos, mas também pode acontecer muito rapidamente”.

Antes disso, robôs humanoides da Unitree Robotics já tinham feito uma atuação na capital da China, numa zona junto ao Templo do Céu.

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