Na Lexus, o controlo rigoroso de qualidade e o cuidado minucioso com cada pormenor continuam a ser pilares do desenvolvimento e da produção dos seus automóveis. Para a marca, trata-se de um compromisso com a perfeição - uma demonstração de respeito e, ao mesmo tempo, um gesto quase artístico num sector que privilegia a velocidade e a eficiência.
Ainda assim, existe um elemento pouco visível por trás da aura de exclusividade da Lexus: os mestres Takumi. São artesãos japoneses que passam uma vida inteira a apurar uma única competência, levando-a ao nível mais elevado. Parece exagero? Não necessariamente.
Para alguém ser reconhecido como Takumi, são necessárias 60 mil horas de prática - depois de 10 mil horas para se tornarem especialistas -, o que corresponde a, pelo menos, 25 anos de trabalho meticuloso, num percurso que não admite atalhos.
É precisamente por isso que estes mestres são tão raros. Entre os 7700 colaboradores da fábrica de Miyata da Lexus, em Kyushi, apenas 20 alcançam o estatuto de Takumi (a distinção máxima nos departamentos de engenharia da empresa).
“Durante a formação, os mestres Takumi desenvolvem aquilo que só pode ser descrito como sentidos sobre-humanos. Detetar marcas invisíveis para o olho inexperiente, ajustar um motor de ouvido com uma precisão cirúrgica e detetar imperfeições numa fração milimétrica – a competência não conhece limites”.
60 mil horas de silêncio, disciplina e arte
O trabalho destes mestres não se resume a cumprir tarefas: escutam, sentem e intuem. Os mestres Takumi elevam o nível de acabamento de múltiplos componentes, sem deixar nada por verificar. Do alinhamento de um painel ao polimento de uma superfície, conseguem identificar variações mínimas de textura apenas com a ponta dos dedos.
“Com uma crença genuína na excelência, cada mestre concentra-se num elemento diferente e particular do processo de fabrico do automóvel, que se torna a sua paixão e obsessão”.
O acesso a este estatuto implica uma avaliação exigente, baseada num teste japonês específico. Nele, os candidatos têm de dobrar um gato de origami, aparentemente simples, usando a mão não dominante, em menos de 90 segundos.
São também os mestres Takumi que fiscalizam as etapas mais sensíveis das linhas de produção e que preparam quem vem a seguir. Hoje e no futuro, continuam a ser o filtro humano que nenhuma máquina consegue substituir.
Mais do que técnica, uma filosofia
Cada movimento dos mestres Takumi é orientado por princípios profundos. Um deles é o Omotenashi. Este conceito tradicional japonês pode traduzir-se como “a arte de bem receber”, mas vai além dessa ideia. Refere-se igualmente à vontade de antecipar aquilo de que alguém poderá precisar, antes mesmo de ter oportunidade de o pedir.
E, segundo a Lexus, é esse princípio que orienta as decisões destes mestres, para que os modelos que ajudam a desenhar e a construir consigam acolher o condutor como um anfitrião recebe um convidado em sua casa.
Fusão perfeita entre homem e máquina - Lexus e mestres Takumi
Num tempo em que o mundo avança para a automatização total e em que tudo é optimizado para ser mais rápido e mais barato, os mestres Takumi da Lexus surgem como o oposto dessa lógica. Não trabalham a correr contra o relógio; trabalham com o tempo. É a intervenção humana aplicada sobre tecnologia moderna e de vanguarda. Representam uma marca que defende que o verdadeiro luxo não se esgota em mais dispositivos: exige dedicação e entrega.
Esta filosofia dos mestres artesãos Takumi também não ficou presa ao passado. Tem acompanhado a evolução da marca, preservando sempre a mesma ideia-base: nada acontece por acaso.
Cada escolha, desde o puxador da porta que se ilumina quando nos aproximamos do veículo até ao tipo de costura aplicado num assento, existe com um propósito. E esse propósito passa por criar uma experiência que ultrapassa o simples acto de conduzir. Um automóvel não é apenas transporte - é, também, um espelho de quem o concebeu.
É nesse lugar que se encontra o papel dos mestres artesãos Takumi: elevar a experiência sensorial através de gestos lentos e metódicos. A perfeição pode não existir, é verdade; ainda assim, quando se observa de perto o trabalho dos mestres Takumi, é fácil imaginar que talvez pudesse existir, numa simbiose entre arte e engenharia.
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