За 11 лет регион потерял капитал, кадры и технологическое влияние
Nos últimos 11 anos, a tecnologia europeia tem visto uma parte considerável do dinheiro “passar ao lado”. De acordo com um estudo da EQT AB e da McKinsey & Company, o setor deixou de captar cerca de 1,4 biliões de dólares em investimento nesse período.
O principal motor desta fuga é a transferência do listing para bolsas fora da Europa e a venda de ativos a investidores estrangeiros. No total, foram angariados cerca de 700 mil milhões de euros fora do continente, e a capitalização das empresas envolvidas chegou a 1,2 biliões de euros - o equivalente a 1,4 biliões de dólares.
Os especialistas sublinham que a perda não é apenas financeira: com o capital, saem também competências-chave. Quando uma empresa desloca o seu negócio para o mercado americano, o “centro de gravidade” tende a mudar - e, atrás do financiamento, seguem frequentemente as equipas e o desenvolvimento. O resultado pode ser menos postos de trabalho e uma menor força da Europa em áreas de alta tecnologia. Ao mesmo tempo, as empresas europeias recorrem menos às bolsas locais para captar financiamento, enquanto nos EUA esse caminho é, em muitos casos, mais simples e eficaz.
Na União Europeia já há esforços para inverter esta tendência: estão a ser criados fundos para apoiar IA, tecnologias quânticas e outras áreas com potencial, incluindo iniciativas de milhares de milhões de euros. Entretanto, o interesse pelo mercado norte-americano começa a arrefecer - algumas empresas voltam a considerar a cotação na Europa. Ainda assim, sem mudanças estruturais, o risco é o mesmo: continuar a perder capital e liderança tecnológica.
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