A corrida para tornar o voo de alta velocidade mais “real” ganhou um marco importante: a startup norte-americana Hermeus recebeu da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA um certificado de aeronavegabilidade na categoria experimental para o seu aparelho não tripulado Quarterhorse Mk 2.1. Na prática, isto dá à empresa luz verde oficial para iniciar ensaios supersónicos no Spaceport America, no Novo México.
O Quarterhorse Mk 2.1 é o modelo mais grande e mais pesado da linha da Hermeus. Em dimensão, é comparável a um caça F-16 e usa um motor Pratt & Whitney F100. Ao mesmo tempo, a empresa já está a preparar a versão seguinte - o Mk 2.2 - que, no futuro, é apontado como um potencial candidato a “drone mais rápido do mundo”. Em paralelo, a Hermeus desenvolve o motor de ciclo combinado Chimera, que junta modos turborreator e estatorreator, e que deverá servir de base para a evolução rumo ao hipersónico.
A Hermeus também angariou cerca de 500 milhões de dólares em investimento e está a reforçar a sua infraestrutura. A longo prazo, o Quarterhorse não é visto apenas como uma plataforma de testes, mas também como um passo rumo a sistemas hipersónicos militares e a um avião hipersónico de passageiros.
Quarterhorse é uma família de demonstradores-protótipos (do Mk 0 ao Mk 3), criada para validar e refinar o voo a altas velocidades. A partir destas tecnologias, deverão nascer dois projetos: Darkhorse (militar) e Halcyon (comercial). O primeiro foca-se em missões de defesa e reconhecimento a velocidades superiores a Mach 5. Já o Halcyon será um avião de passageiros supersónico, com a ambição de fazer a ligação entre Nova Iorque e Londres em 90 minutos.
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