O fim de março voltou a trazer sinais claros de atividade aérea russa em áreas consideradas estratégicas, com novas confirmações de patrulhas de longo alcance. Depois dos voos registados dias antes no mar do Japão - onde foram destacados interceptores MiG-31 armados com mísseis hipersónicos Kinzhal -, foi também confirmada, ontem, 31 de março, a realização de novos voos de vigilância no Ártico por aviões de patrulha Tu-142MK da Marinha russa.
Embora não tenham sido divulgados muitos pormenores, o Ministério da Defesa da Federação Russa indicou que as missões foram executadas por pessoal e meios da aviação naval da Frota do Norte, com apoio adicional de aviões de reabastecimento Il-78M das Forças Aeroespaciais (VKS).
A continuidade deste tipo de voos - realizados em espaço aéreo internacional, desta vez sobre o mar de Barents - evidencia a importância que a Rússia atribui às missões de vigilância e patrulhamento numa região cuja relevância geoestratégica tem vindo a aumentar.
Entre os registos mais recentes, no início de março foi confirmada a presença de voos de vigilância e reconhecimento com aeronaves Tu-142M3 e Il-20M, que levaram as forças aéreas dos Estados Unidos, do Canadá e da Noruega a mobilizar aviões de combate para interceptação e identificação.
Outro episódio relevante - ainda que fora do Ártico - ocorreu igualmente em espaço aéreo internacional sobre o mar do Japão, destacando-se o emprego de caças interceptores MiG-31 da VKS, com a particularidade de cumprirem patrulhas de longo alcance armados com mísseis hipersónicos Kinzhal.
Em todas as ocasiões, as autoridades russas têm afirmado que os voos efetuados por aeronaves militares cumprem as normas internacionais em vigor para o uso do espaço aéreo internacional, sem violar o espaço aéreo de qualquer país, mas operando dentro das respetivas ADIZ definidas por esses Estados, o que aciona os referidos protocolos de identificação e interceptação.
*Fotografias de capa usadas a título ilustrativo.
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