Durante anos, “Smart” era praticamente sinónimo de um carro pequeno para a cidade. Mas a marca não ficou parada: mudou de rumo, evoluiu e, sobretudo, cresceu. O recém-revelado #5 é a prova mais evidente dessa transformação, com 4,7 m de comprimento e mais de 2300 kg.
Com estes números, não há muito a discutir: é o Smart mais grande e mais pesado de sempre. E, para muitos, parece até o inverso da filosofia que a Smart defendia quando nasceu, em 1994.
Basta lembrar que o Smart fortwo original media 2,50 m de comprimento - menos 2,20 m do que este #5. Ou, dito de forma simples, quase é preciso estacionar dois fortwo originais em fila para igualar o comprimento do novo SUV da marca.
Este crescimento (em tamanho) tem acompanhado a ambição da Smart em “entrar” noutros segmentos: foi assim com o #1, um B-SUV; com o #3, um crossover de segmento C; e com o #5, um SUV típico do segmento D.
E isto levanta uma questão: até onde pode ir esta Smart? Ou, colocando de outra forma, até onde pode crescer a Smart? Foi exatamente isso que perguntámos a Dirk Adelmann, diretor executivo da Smart Europe, durante a apresentação à imprensa do novo #5, em Estugarda, na Alemanha.
“A plataforma SEA que temos pode ser usada em muitos formatos, até mesmo em tamanhos comparáveis a um Mercedes-Benz Classe S. Vemos isso no Zeekr 007″, um modelo que tem 2,928 m de distância entre eixos.
Podíamos (crescer) com esta plataforma, mas não está planeado. Para já, o Smart #5, será o maior modelo que se poderá comprar.
Dirk Adelmann, diretor executivo da smart Europe
O “patrão” da Smart foi claro ao afirmar que não está previsto um modelo acima do #5 e também afastou, pelo menos por agora, a hipótese deste SUV vir a ter uma configuração de sete lugares.
O novo Smart #5 vai chegar a Portugal com preços a partir de 47 400 euros, para a versão base, com 340 cv e bateria de 74,4 kWh.
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